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Pandemia
Novo lockdown em província da China põe 4,9 milhões em isolamento
Cidade de Langfang, em Hebei, determinou quarentena domiciliar e iniciou campanha de testagem em massa após província registrar 40 casos de transmissão local de covid-19
Estadão
12/01/2021 | 08:03

Na tentativa de conter uma nova onda da pandemia de covid-19, a China decretou um novo lockdown nesta terça-feira, 12, para áreas nos arredores da capital, Pequim. A medida, tomada após o governo registrar um aumento no contágio local, põe cerca de 4,9 milhões de moradores da província de Hebei novamente sob regras de isolamento.

O novo lockdown vem em um momento em que a China continental parece controlar o contágio. Nesta terça, de acordo com dados do governo, o número de novos casos caiu quase pela metade em relação ao dia anterior, o que representa uma pequena fração do registrado no auge da pandemia. Apesar da melhora, regras de isolamento vêm sendo adotadas de forma pontual, a fim de evitar um novo lockdown geral, que paralisou a economia do país.

No caso de Hebei, o lockdown foi decretado após a Comissão Nacional de Saúde registrar 55 novos casos de covid-19 no país, sendo a província responsável por 40 dos 42 casos de transmissão local do vírus. Com a divulgação dos números, autoridades da cidade de Langfang, em Hebei, decidiram colocar seus cerca de 4,9 milhões de habitantes em quarentena domiciliar por sete dias a partir desta terça, iniciando também uma campanha de testagem em massa.

Dois condados sob jurisdição de Langfang que fazem fronteira com Pequim – Guan e Sanhe – já haviam anunciado medidas de quarentena domiciliar. Guan relatou um novo caso de covid-19, mas Sanhe não disse se algum de seus residentes foi diagnosticado com a doença.

Shijiazhuang, a capital de Hebei, foi a mais atingida no último surto de infecções e já colocou seus 11 milhões de habitantes em quarentena. A província fechou certos trechos de rodovias e está ordenando que os veículos registrados em Shijiazhuang retornem.

O distrito de Gaocheng, em Shijiazhuang, está reunindo mais de 20 mil pessoas que vivem em 12 aldeias remotas em quarentena centralizada como parte do controle da doença na cidade, informou a mídia estatal China News Service na segunda-feira, 11. As autoridades do distrito de Xicheng, em Pequim, disseram na terça-feira que o paciente confirmado com covid-19 do condado de Guan trabalha em um prédio no distrito.

Em um vilarejo no sul de Pequim que faz fronteira com Hebei, os moradores pararam os veículos e pediram para ver códigos de rastreamento de saúde em telefones celulares.

“As medidas ficaram mais rígidas desde 8 de janeiro”, disse um oficial de segurança voluntário de sobrenome Wang. “Temos que ter cuidado, pois estamos perto de Guan, onde casos covid foram relatados hoje.”

Em um posto de controle na rodovia de Pequim perto da fronteira com Hebei, policiais em jalecos de proteção ordenaram que um carro que entrasse em Pequim voltasse para Hebei, depois que o motorista não conseguiu provar que havia passado no teste covid-19.

Pequim autoriza ida de técnicos da OMS a Wuhan

O governo chinês confirmou nesta terça que autorizou técnicos da Organização Mundial de Saúde (OMS) de viajar até Wuhan, onde os primeiros casos de covid-19 foram registrados. Os pesquisadores, buscam investigar a origem do vírus, devem viajar para a região no dia 14.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijan, afirmou que a equipe da OMS – formada por cientistas vindos dos Estados Unidos, Japão, Rússia, Reino Unido, Holanda, Dinamarca, Austrália, Vietnã, Alemanha e Catar – iniciará sua viagem por Wuhan e cooperará com cientistas chineses.

A viagem da equipe da OMS à China causou polêmica nas últimas semanas após o diretor-geral do órgão, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmar estar “muito decepcionado” pelos obstáculos impostos por Pequim para autorizar a missão. Os chineses negaram estar impondo qualquer impedimento.

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