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Operação
Lava Jato mira emissários de propina de R$ 4 milhões a ministro do TCU para ‘blindar’ executivos
Fase 73 da Operação, batizada Ombro a Ombro, deflagrada nesta terça-feira, 25, cumpre 15 mandados de busca e apreensão em Brasília (DF), João Pessoa, Cabedelo e Campina Grande (PB)
Estadão
25/08/2020 | 10:35

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram na manhã desta terça, 25, a 73ª Fase da Operação Lava Jato, denominada Ombro a Ombro, para apurar crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro envolvendo suposta solicitação e recebimento de ao menos R$ 4 milhões em propinas ex-senador e atual ministro do Tribunal de Contas da União, Vital do Rêgo Filho (PMDB) para ‘blindar’ os executivos de grandes empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção que vitimou a Petrobrás, à época em que ele exerceu a presidência da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Petrobras, instaurada no Congresso Nacional em 2014. O ministro não é alvo da ofensiva.

Cerca de 60 Policiais Federais cumprem 15 mandados de busca e apreensão em Brasília (DF), João Pessoa, Cabedelo e Campina Grande (PB). Entre os alvos da ação estão supostos intermediários e operadores de Vital do Rêgo, entre eles uma pessoa que trabalha no gabinete do atual ministro no TCU.

A juíza Gabriela Hardt, da 13ª Vara Federal de Curitiba, chegou a acolher pedido do Ministério Público Federal e autorizar buscas na estação de trabalho do servidor no gabinete de Vital do Rego, mas depois atendeu novo pedido da Procuradoria, suspendendo o mandado – tendo em vista recentes decisões do Supremo Tribunal Federal relacionadas às investigações da Lava Jato contra o atual senador José Serra.

Segundo a PF, declarações prestadas por executivos de uma grande empreiteira em acordos de colaboração premiada apontaram que as propinas destinadas ao investigado teriam sido pagas por meio de doação a um partido político e repasses a empresas sediadas na Paraíba.

“Os pagamentos feitos pela empreiteira a tais empresas foram justificados em contratos fictícios ou superfaturados, e os valores respectivos seriam sacados pelos representantes das empresas e entregues em espécie a intermediários do investigado”, indicou ainda a corporação em nota.

De acordo com a Polícia Federal, o nome da operação faz alusão à origem histórica das CPIs. “Segundo historiadores, tal origem pode ser associada a reuniões praticadas por monges budistas há milhares de anos, quando se sentavam em círculo (ombro a ombro) no sopé das montanhas, para meditar e apurar causas do mal-estar geral”, afirmou a PF.

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