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Retomada Verde
‘Nós entramos tarde no combate ao desmatamento’, afirma Mourão
Vice-presidente destacou que Operação Verde Brasil 2, que usa as Forças Armadas no combate ao desmatamento, só “entrou pra valer no terreno” na segunda semana de junho deste ano
Redação
04/09/2020 | 16:28

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão , reconheceu nesta sexta-feira, 4, durante o evento Retomada Verde, do Estadão , dificuldades do governo na área ambiental em relação às queimadas e ao desmatamento da Amazônia . “Nós entramos tarde no combate ao desmatamento”, afirmou, durante o debate mediado pelo jornalista Eliane Cantanhêde. Mourão, que também preside o Conselho Nacional da Amazônia Legal, tem agido para mudar a imagem da política ambiental do governo no exterior, onde uma gestão Jair Bolsonaro é alvo de críticas.

Segundo Mourão, a Operação Verde Brasil 2, que usa as Forças Armadas no combate ao desmatamento, só “entrou pra valer no terreno” na segunda semana de junho deste ano, mas o governo federal tem um plano de diminuir os níveis de desmatamento ainda em 2020. Ele ainda destacou que esse aumento do esforço para frear a devastação da floresta coincidiu com uma crise causada com uma pandemia do novo coronavírus .

“O objetivo é chegarmos com o desmatamento e as queimadas abaixo da média ou dos históricos que já existentes anteriormente em setembro”, afirmou. Em agosto, o número de incêndios na Amazônia diminuiu 5% em relação a 2019, mas foi o segundo pior resultado nos últimos dez anos de queimadas no bioma.

Ele também destacou que o papel das Forças Armadas no combate ao desmatamento é apoiar os órgãos ambientais na fiscalização. “O Exército não assumiu nada, mas (atua) dando apoio para que o Ibama e o ICMbio possam exercer suas atividades”, disse ele, lembrando que os órgãos ligados ao Ministério do Meio Ambiente têm sofrido com equipes reduzidas nos últimos anos.

O vice-presidente também defendeu a participação das empresas na defesa da Amazônia. “É fundamental que o setor privado trabalhe lado a lado”, disse. A tarefa do governo, acrescentou, “é criar um ambiente de negócios estável, amigável, desregulando, desburocratizando”, além de dar “segurança política” aos investidores.

Ainda segundo ele, é preciso que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, aperfeiçoe suas ferramentas para monitorar o desmate. “O trabalho do Inpe não usa inteligência artificial”, disse. O monitoramento da perda de cobertura vegetal feito pelo instituto foi questionado por integrantes do governo Bolsonaro desde o ano passado.

*Com informações do Estadão

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