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Emprego
No RN, pandemia do coronavírus dificulta acesso de 420 mil ao mercado de trabalho
No Rio Grande do Norte, segundo nova pesquisa divulgada pelo IBGE, taxa de desocupação foi de 12,3% em maio, terceira maior do Nordeste e sexta maior do Brasil. São 173 mil potiguares em busca de trabalho formal ou informal
Redação
25/06/2020 | 05:00

No Rio Grande do Norte, 29% das pessoas não ocupadas não procuraram trabalho em maio por conta da pandemia do novo coronavírus ou por falta de trabalho na localidade onde moram. Esse percentual representa 420 mil norte-rio- grandenses.

No contexto de pandemia e isolamento social, o dado das pessoas impedidas de procurar trabalho por medo de contaminação ou por não encontrarem vagas na localidade onde moram é até mais importante que a taxa de desocupação. Isso porque essa taxa considera apenas aqueles que procuram efetivamente trabalho.

No Rio Grande do Norte, a taxa de desocupação foi de 12,3% em maio, a terceira maior do Nordeste e sexta maior do Brasil. São 173 mil potiguares em busca de trabalho formal ou informal.

Os dados estão na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Covid-19, divulgada nesta quarta-feira (24) pelo IBGE.

Ainda segundo o levantamento, o RN tem a menor taxa de informalidade do Norte e Nordeste: 39,2%. Em números absolutos, são 483 mil informais. “O baixo índice de informalidade, nesse caso, não significa crescimento do mercado formal no período de pandemia, mas pode representar consequência da saída de muitas pessoas do trabalho informal da força de trabalho, ou seja, simplesmente pararam de trabalhar ou procurar trabalho no mês de maio”, ressalta Flávio Queiroz, supervisor de Disseminação de Informações do IBGE no RN.

Quase 10 milhões de trabalhadores ficaram sem remuneração

Segundo a mesma pesquisa, divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE, o distanciamento social provocado pela pandemia de Covid-19 deixou 9,7 milhões de trabalhadores brasileiros sem remuneração em maio de 2020.

O número corresponde a mais da metade (51,3%) das 19 milhões de pessoas que estavam afastadas de seus trabalhos e a 11,7% da população ocupada do País, que totalizava 84,4 milhões no mês.

De acordo com a pesquisa, 15,7 milhões de pessoas estavam afastadas do trabalho devido às medidas de distanciamento social para evitar o aumento da contaminação pela doença. Além disso, o grupo etário com maior proporção de pessoas afastadas do trabalho foi o de 60 anos ou mais: 27,3%.

Os trabalhadores domésticos sem carteira foram os mais afetados, registrando o maior porcentual de pessoas afastadas devido à pandemia (33,6%), seguidos pelos empregados do setor público sem carteira (29,8%) e pelos empregados do setor privado sem carteira (22,9%). Já entre os trabalhadores domésticos com carteira, o porcentual de afastados foi de 16,6%.

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