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Rodrigo Ferreira
Ninguém me contou. Eu vi!
Confira a coluna de Rodrigo Ferreira desta terça-feira (19)
Rodrigo Ferreira
19/10/2021 | 08:15

Ninguém me contou. Eu vi!
A frase que intitula a principal nota da coluna de hoje eu li em um perfil do Twitter ligado ao ABC no último domingo. Agora, faço uso dela para reverenciar o Craque – assim mesmo, com C maiúsculo -, que veste a camisa 11 do alvinegro. Por ser jovem, muita gente me conta sobre os grandes atletas que jogaram pelo Mais Querido em décadas passadas. Danilo Menezes, Alberi e Jorginho são alguns dos nomes que me prendem a atenção quando ouço falar. Mas de 2007 pra cá, meus amigos, tenho tido o privilégio de assistir, sempre de perto, uma nova etapa da história ser escrita por um camarada nascido em Macaíba. E me sinto imensamente honrado por isso. Evidente que, aqui, o foco hoje é Wallyson Ricardo Maciel Monteiro.

Atuação de gala
Reservo este espaço para falar do Mago pois ainda não consegui assimilar a partidaça que ele fez no último domingo contra o Caxias-RS em Natal. Como líder que é, chamou a responsabilidade, gritou no vestiário que o acesso não poderia escapar ali e comandou, com maestria, um épico 3 a 0 suficiente para devolver o ABC à Série C do Campeonato Brasileiro.

Raridade
A bola jogada por Wallyson domingo passado foi daquela que há muito não se via pelos gramados potiguares. Um atacante de beirada que se dedicou, ao longo de 90 minutos, a correr enlouquecidamente atrás da bola até mesmo em seu campo de defesa para fazer o jogo fluir favoravelmente. Quem esteve no estádio presenciou um primor de atuação individual, muito, mas muito distante do nível da Série D.

Velhos tempos
Como em 2007, no gol que deu a vitória ao ABC sobre o Bragantino-SP e levou o time ao acesso naquele ano, Wallyson decidiu o jogo contra o Caxias numa jogada pela esquerda. Recebeu o passe, invadiu a área, cortou para a direita e chutou firme, queimando a grama, encontrando o canto direito do goleiro adversário. Na mesma trave. Na mesma direção. No mesmo módulo. Estava escrito nas estrelas.

Assistente
E seguindo a cartilha dos craques, ele também foi primordial para a construção do terceiro e último gol da partida. Com ampla visão de jogo, tabelou com Negueba, recebeu na direita, cortou o zagueiro e devolveu a pelota para o companheiro completar a goleada. Nem só de gols vivem os diferenciados. Eles também são generosos. Wallyson é O CARA e A CARA do ABC.

Chave de ouro
Com o principal objetivo do ano conquistado, é chegado o momento de Wallyson e sua turma correrem atrás da cereja do bolo. Ela tem nome: taça. A taça do Campeonato Brasileiro da Série D. Na semifinal, o adversário será a Aparecidense-GO. Se avançar, o Mais Querido enfrenta Campinense-PB ou Atlético-CE na decisão. A luta agora é pelo bicampeonato nacional.

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