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Protesto
Neymar condena racismo após adiamento do jogo do PSG: ‘Vidas negras importam’
Atacante brasileiro compartilhou foto de seu rosto parcialmente coberto por um punho cerrado e exaltou o movimento que luta por justiça racial após ato de árbitro
Estadão
09/12/2020 | 09:21

Atacante do Paris Saint-Germain e da seleção brasileira, Neymar se posicionou contra o racismo nas redes sociais. A publicação foi feita após o acontecimento histórico ocorrido na tarde desta terça-feira, durante a partida entre Paris Saint-Germain e Istanbul Basaksehir, válida pela sexta e última rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões. Na ocasião, após um ato racista do quarto árbitro, jogadores das duas equipes decidiram deixar o gramado.

Neymar compartilhou uma foto de seu rosto parcialmente coberto por um punho cerrado. Na legenda, o jogador escreveu “Vidas Negras Importam”, em referência ao movimento americano Black Lives Matter. Em meio a paralisação da partida, uma imagem do brasileiro ao lado de Mbappé viralizou. Eles dizem ao juiz que “se o quarto árbitro não saísse de campo, eles não jogariam”.

E foi o que aconteceu. Os atletas se reuniram para debater o incidente e decidiram deixar o gramado de jogo, numa atitude sem precedentes na Liga dos Campeões. A Uefa definiu que a partida será retomada nesta quarta, às 14h55. Também foi anunciada a troca de toda a equipe de arbitragem. O pontapé inicial nesta será dado com o relógio marcando 13 minutos, momento em que o confronto foi paralisado.

RELEMBRE O QUE ACONTECEU

Aos 13 minutos do primeiro tempo, o quarto árbitro, o romeno Sebastian Coltescu, ofendeu o camaronês Pierre Webó, que é ex-atacante e atua como assistente técnico da equipe turca. Revoltado com o episódio, Webó reclamou do tratamento e foi expulso. Prontamente, os jogadores do Istanbul Basaksehir se mobilizaram contra a postura de Coltescu e tiveram a companhia dos atletas do PSG, liderados por Neymar. Quem comandou o movimento em campo foi o atacante senegalês Demba Ba, do Istanbul, que acabou expulso também.

O protesto teve a participação de jogadores reservas e de membros das comissões técnicas das duas equipes. A partida estava empatada por 0 a 0 antes da ofensa proferida pela arbitragem contra o camaronês. Entre os participantes do jogo, estavam o zagueiro Marquinhos e o atacante Neymar pelo PSG. Ambos da seleção brasileira. Na equipe turca, o lateral-direito Rafael também estava em campo.  

Um lance envolvendo Rafael foi o início da discussão. O brasileiro levou cartão amarelo por uma falta. Na sequência, integrantes da comissão técnica do Istanbul Basaksehir foram questionar a marcação da jogada. Durante o bate-boca, Webó e o técnico turco Okan Buruk levaram cartão amarelo e alegaram que houve por parte do quarto árbitro ofensa racista.

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