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Coluna
Ney Lopes: Político que não enriqueceu na política
Confira a coluna de Ney Lopes desta terça-feira 15
Ney Lopes
15/06/2021 | 10:04

Nunca é demasia lembrar a figura de Marco Maciel, falecido no último sábado. Um exemplo a ser perpetuado. De vocação política, iniciou-se aos 15 anos nas disputas estudantis em Pernambuco. Perdeu apenas duas eleições em sua vida. A primeira, em julho de 1963, para presidente da UNE, quando José Serra foi eleito. A segunda, em 2010, para senador, 47 depois da derrota na UNE.

Estilo
Maciel tinha um jeito prático de fazer política. Fugia de embates e sempre que um problema surgia, ele logo dizia: “não vamos fulanizar”. Quer dizer: não citava personagens envolvidos. Falava em tese.

Carreira
Na política foi de deputado estadual, em 1966, a vice-presidente da República no governo FHC, passando pelo governo de PE e vários mandatos de senador.

Centro
Foi o típico político de “centro” (liberal social). Acusado de alinhamento com os governos militares, nunca assumiu posições autoritárias, mas ao contrário, ajudou até perseguidos pelo regime., punidos sem direito de defesa.

Democracia
Maciel sempre apostou na distensão política, sem ruptura institucional. Liderou a dissidência no PDS, (1985), que fundou a Frente Liberal em apoio a Tancredo Neves contra Paulo Maluf

PIB
Conviveu com a elite econômica do país e exerceu imensurável poder político. Dedicou-se a vida pública, sem ódio. Morreu com patrimônio modestíssimo, deixando pensões do serviço público, cortadas pela metade na última reforma da previdência (????). A sua esposa, Anna Maria Maciel, é socióloga, funcionária da SUDENE, por concurso.

Curiosidade
O autor da coluna foi amigo, durante anos, de Marco Maciel, ao exercer 24 anos de mandatos de deputado federal, em Brasília. Numa conversa informal foi descoberto, que Marco e Anna Maria casaram-se na mesma data em que casei com a Abigail (30.12.67), em Natal. E mais: sem ter conhecimento, os dois casais passaram a lua de mel no Hotel Miramar, na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Olho aberto
Até quando? Já está decidida a prorrogação da CPI da Covid. Irá até outubro.

Luz vermelha
A pesquisa da XP Investimentos revela números preocupantes em relação ao governo federal; Desaprovação de 58% da forma como vem sendo combatida a pandemia e 62% apoiam os trabalhos da CPI.

Terceira via
De zero a dez, a chance de aparecer um candidato da terceira via capaz de ir ao segundo turno contra Jair Bolsonaro ou Lula em 2022 é de 3,5.

Distrito
Arthur Lira quer aprovar o chamado “distritão” para 2022, que altera o atual sistema de eleição proporcional, ganhando os mais votados.

Sobrevivência
Como sempre os parlamentares votarão no sistema que lhes garanta o retorno ao Parlamento. Melhorar o sistema eleitoral fica para depois. Há possibilidade que as empresas doem recursos para candidatos e partidos

Limites
Tudo indica que as únicas mudanças para 2022 sejam: “federação de partidos” (união de dois ou mais partidos, para que atuem como sigla única), a imposição de limites ao poder da Justiça Eleitoral e acordo para o projeto sobre o voto eletrônico.

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