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Coluna
Ney Lopes: CPI e a reeleição de Bolsonaro
Confira a coluna de Ney Lopes desta terça-feira 22
Ney Lopes
22/06/2021 | 09:57

Como deputado federal fui relator de quatro polêmicas CPIs e participei de várias outras. Nunca vi tanto acirramento e linguajar inapropriado, como na CPI da Covid do Senado, independente da defesa, ou condenação de Bolsonaro.

Exemplo

Por senso jurídico (e não político), indignou-me o comportamento do relator, senador Renan Calheiros, quando se recusou a fazer perguntas aos médicos gaúchos Francisco Cardoso Alves e Ricardo Ariel Zimerman, que compareceram ao senado, pagando do bolso as próprias passagens.

Motivo

Os depoentes defenderam publicamente a autonomia dos médicos para recomendarem medicamentos em pacientes de covid-19, como a cloroquina, citando que o Conselho Federal de Medicina permitia tal procedimento. O senador Renan Calheiros não admitiu, por defender ponto de vista totalmente oposto. Recusou-se a fazer perguntas e se retirou da sala, seguido pelos senadores de oposição.

Condenação

Anteriormente, o relator acolhera as narrativas de médicos, que eram favoráveis ao seu ponto de vista. Quando não lhe interessou ouvir as razões contrárias ao que pensa, ele deu clara demonstração de parcialidade e intolerância.

Princípio

O relator e todos os membros da CPI não podem esquecer que detêm poderes inerentes ao juiz, sendo, portanto, obrigados a seguirem o “devido processo legal”. Entretanto, o que se vê nesta CPI é a repetição frequente do arbítrio. Parece até que os oposicionistas presentes, com exceções, aderiram à Bolsonaro e trabalham pela reeleição dele.

Talento Potiguar

O professor da Faculdade de Medicina da UFRN, Ivo Barreto de Medeiros, tomou posse como patrono e titular da cadeira 34 da Academia Brasileira de Mastologia. Mérito para a medicina do RN.

Personagem

Huck entrou para a lista das “Viúvas Porcinas” da política brasileira, que foi, sem nunca ter sido.

Conduta I

Inacreditável o tratamento de desprezo e isolamento, que o presidente Bolsonaro dispensa ao seu vice General Mourão. Não o convida para nada. Simplesmente desconhece. Considera-se agressão às próprias Forças Armadas. Um vice teria que acompanhar o titular, até para eventualidades de substituição.

Conduta II

Outra atitude inamistosa foi o presidente recentemente usar a expressão “um tal de Queiroga”, em relação ao seu ministro da Saúde.

Conduta III

O ex-vice-presidente Marco Maciel recebeu homenagens póstumas em todo o país. Só não consta manifestação do presidente Bolsonaro de voto de pesar, ou presença ao velório no senado, embora ele tenha sido durante anos, filiado ao partido (PFL) fundado pelo pernambucano falecido.

Conduta IV

O ex-presidente Lula concedeu entrevista a uma FM de Natal. De político potiguar, só elogiou Fátima e Garibaldi Alves, dando sinal claro da composição do PT com o MDB-RN. A grande injustiça do petista foi não lembrar o deputado Henrique Alves, que lhe foi fiel e prestou serviços no passado. Infelizmente, “rei posto, rei morto”.

Mordomia

Sanna Marin, 35 anos, chefe do Governo na Finlândia, está sendo investigada por beneficiar-se de mordomia, ao ser reembolsada de 300 euros por mês, para o seu café da manhã e da família. A oposição acusa que o uso de fundos públicos nesse caso é violação da lei sobre os salários ministeriais.

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