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Declaração
“Não me arrependo de nada”, diz Moro sobre a Lava Jato
Moro foi considerado parcial pelo STF e diz que não houve erro intencional. Ex-ministro não cita eleições nem candidatura: “Foco é trabalhar no setor privado”
Poder 360
29/03/2021 | 11:08

O ex-juiz e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro afirmou que não tem arrependimentos em relação ao seu trabalho na operação Lava Jato. Na última terça-feira 23, a 2ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) o considerou parcial no caso do tríplex no Guarujá contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Não me arrependo de nada. Pelo contrário. Tenho muito orgulho do que foi feito na operação Lava Jato”, disse Moro. O ex-juiz também negou qualquer erro intencional. “Pode ter tido algum erro aqui ou ali. Mas algum abuso, algo intencional? Nada.”

Ele falou no evento “Brasil contra a corrupção“, uma live promovida pelo grupo Parlatório na noite de domingo (28.mar). Participaram também economistas, empresários e políticos. Essa foi a 1ª vez que Moro falou pessoalmente, ainda que por vídeo, sobre a decisão do STF. Na 4ª feira (24.mar), em nota, ele já tinha afirmado ter “absoluta tranquilidade“ em relação ao seu trabalho na 13ª Vara Federal de Curitiba.

Aproveitando o momento para fazer o que chamou de “desabafo”, Moro reclamou da decisão de Edson Fachin de anular os processos contra Lula que foram julgados em Curitiba por incompetência da Vara. “Sempre tratei o STF com o máximo respeito, mas a decisão de revisão da jurisprudência das execuções da 1ª Instância foi uma decisão errada, uma decisão infeliz“, disse.

O ex-juiz afirmou também que a ideia de que a operação criminalizou a política “é uma grande bobagem“. De acordo com ele, o que aconteceu foi simplesmente a punição daqueles que pagavam ou recebiam propina.

Também participaram da live os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Michel Temer (MDB), e o ex-ministro da Secretaria de Governo general Santos Cruz. FHC também defendeu a Lava Jato, da qual disse ser partidário. Para ele, mesmo reconhecendo que abusos ocorreram, é melhor “sublinhar os aspectos positivos“.

Já Temer afirmou que resumir o combate a corrupção à Lava Jato é “terrorismo” e “desserviço“. O ex-presidente disse que a Constituição tem diversos mecanismos que auxiliam no combate a qualquer desvio.

Santos Cruz não falou diretamente sobre a Lava Jato, mas chamou a corrupção de “câncer“. Disse ainda que as práticas de corrupção acabam “invadindo alguns dos sistemas que seriam de prevenção” e, por isso, precisam de atenção.

ELEIÇÕES DE 2022

Além de defender sua atuação na Lava Jato, Moro também falou sobre seus planos para o futuro. Apesar de ser visto como um possível candidato à Presidência em 2022, o ex-juiz não falou em eleições

Moro afirmou que o seu foco agora é seu trabalho no setor privado. Desde o ano passado, ele é sócio-diretor da empresa Alvarez & Marsal. A contratação está sendo investigada pelo TCU (Tribunal de Contas da União).

“Hoje o meu foco é trabalhar no setor privado. Acho que tenho condições de realizações, não só por fazer algo que é inerente ao setor privado, que é buscar um meio de vida, mas também por fazer algo que eu acredito e eu acredito na vitalidade do setor privado em promover mudanças importantes para as pessoas e para o próprio país”, disse Moro.

Pesquisa do PoderData mostra que Moro é o 2º possível candidato à Presidência da República com maior rejeição. Realizada de 15 a 17 de março de 2021, a pesquisa da divisão de estudos estatísticos do jornal digital Poder360 ouviu 3.500 pessoas com 16 anos ou mais em 545 cidades, em todas as 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual.

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