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Cultura Potiguar
Música que flui pelos dedos
Baixista e tecladista, Vitória de Santi narra a própria trajetória artística – desde a primeira banda de escola, passando por Plutão Já Foi Planeta, até os atuais e futuros projetos. Em entrevista, a jovem também reconhece o valor da mulher na indústria musical
Nathallya Macedo
01/07/2020 | 06:00

Um dom é captado pelos dedos, fluindo naturalmente em um universo musicado por instrumentos: o admirável talento. Para desenvolver a vocação, no entanto, é necessário estudo, esforço e afeto, acima de tudo. Vitória de Santi, de 25 anos, expressa a dádiva da música através do baixo e do teclado em uma carreira já consolidada.

Nascida em São Paulo, mas moradora de Natal há 21 anos, Vitória começou a aprender sobre música ainda durante o ensino fundamental. No ensino médio, participou de uma banda amadora com alguns colegas. Por consequência, a carreira profissional veio em 2014 com o convite para participar da banda Plutão Já Foi Planeta.

Em 2016, o grupo participou de um programa da Globo, o Superstar. “Deixamos de tocar apenas nos fins de semana em eventos na capital potiguar para viajar o país todo fazendo shows maiores. No Projac, conhecemos vários produtores e bandas de outros lugares, de outros estilos. Foi uma experiência muito enriquecedora, tanto pessoal quanto profissionalmente”, relembrou Vitória.

Quando no fim do ano passado, após uma jornada de sucesso, ela decidiu sair de Plutão para encarar objetivos pessoais. “Meu desejo passou a ser estudar música. Então, depois de 2 anos morando em São Paulo por causa da banda, voltei para Natal e passei no curso técnico de processos fonográficos na UFRN. Acredito que esse passo vai me dar toda a base teórica para produzir”, contou.

Desde então, a artista participa de alguns projetos com amigos, tocando baixo e teclado na banda Camomila Chá e ao lado dos cantores Alexandre e Dias Blue. “Estamos compondo e gravando músicas juntos, mas de forma online. Também posto no meu Instagram alguns vídeos com canções conhecidas, para movimentar e tentar inspirar as pessoas que estão em casa nessa quarentena”.

Com inspirações como Lorde, Marisa Monte e Simona Talma, Vitória enxerga a relevância da presença feminina no mercado. “Uma das únicas bandas que conheço com uma mulher baixista é a Talking Heads, dos Estados Unidos. Precisamos ocupar esses espaços aqui, ter representatividade. Quando você vê uma de nós nesses lugares, você é inspirada a seguir seus sonhos. Sabemos, inclusive, que juntas somos mais fortes”.

Projetos

“Quero produzir, ver a melodia nascer no estúdio, dos primeiros acordes ao produto final”. Com o anseio em mente, Vitória planeja criar uma produtora musical para incentivar a arte local. “Vi em uma publicação na internet que a profissão ‘artista’ estava em primeiro lugar como dispensável, mas acredito que podemos mudar essa percepção errônea. Todos estão começando a reconhecer a presença da arte, principalmente devido aos dias de isolamento social. Aliás, o cenário artístico potiguar é extremamente rico e quero valorizar essa característica através do meu trabalho”.

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Vitória é baixista e tecladista. Foto: Carol Queiroz
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