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Declaração
Mourão, sobre desmatamento na Amazônia: ‘foi menos pior, essa é a realidade’
Entre agosto de 2019 e julho deste ano, a devastação da floresta alcançou 11.088 km², ante os 10.129 km² registrados nos 12 meses anteriores. "Vamos dizer o seguinte. Foi menos pior, essa é a realidade. Podia ser pior ainda", avaliou Mourão
Estadão
01/12/2020 | 13:57

O vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta terça-feira, 1°, que os dados de desmatamento registrados na Amazônia foram “menos pior” do que o previsto neste ano. Em conversa com jornalistas pela manhã, Mourão afirmou que a estratégia do governo de combate a crimes ambientais está “dentro do programado” e que não há planos de uma reavaliação.

“Estamos com uma tendência de queda (do desmatamento) desde maio quando a gente iniciou a Operação (Verde Brasil). A expectativa é que ia dar 20% acima do ano passado. Então, deu 9,6% e nós temos de continuar na pressão”, disse. Na segunda, durante visita de Mourão, o governo divulgou que o desmatamento da Amazônia teve uma alta de 9,5% no último ano, de acordo com estimativa do Prodes, sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Entre agosto de 2019 e julho deste ano, a devastação da floresta alcançou 11.088 km², ante os 10.129 km² registrados nos 12 meses anteriores. “Vamos dizer o seguinte. Foi menos pior, essa é a realidade. Podia ser pior ainda”, avaliou Mourão.

Segundo o vice-presidente, há uma tendência de redução em 50% do desmatamento em novembro comparado com o mesmo período do ano passado. Ele destacou que objetivo do governo é que “só haja o desmatamento dentro da legislação, aquele que é os 20% dentro da propriedade”, sem que isso ocorra em unidade de conservação, terras indígenas ou terras públicas.

“O que estamos fazendo está dentro do programado. Tem coisas que eu não consegui resolver ainda. Regularização fundiária vocês já me viram falar aqui 500 vezes e eu não consegui avançar. Já falei, é minha responsabilidade e eu tenho eu dar um jeito nisso aí”, continuou.

Ibama

Mourão comentou ainda sobre a necessidade de aumento do efetivo do Ibama. Ele disse que o assunto é responsabilidade do Ministério do Meio Ambiente, que deve negociar com a área econômica do governo. Apesar da ressalva, opinou que uma alternativa seria a contratação de agentes temporários.

“Isso é responsabilidade do Meio Ambiente, que tem de discutir com a Economia. Economia está vivendo as dificuldades relativas à questão fiscal, nós não temos nem Orçamento, então vamos ver como é que a gente resolve. A solução paliativa é contratação de gente temporária”, declarou.

Mourão comentou ainda que Ricardo Salles, do Meio Ambiente, foi convidado para estar na segunda-feira na divulgação dos dados do Inpe, mas por ter sido uma agenda “de última hora” ele não pôde comparecer.

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