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Marcelo Hollanda
Motociclistas que foram atrás de Jair Bolsonaro “encolheram” de 1,3 milhão para 6,6 mil
Confira a coluna de Marcelo Hollanda desta sexta-feira 18
Marcelo Hollanda
18/06/2021 | 09:40

De 1,3 milhões de motos da manifestação em favor do presidente Jair Bolsonaro em São Paulo, no último sábado, os números frios do sistema de monitoramento da Rodovia dos Bandeirantes pariram 6,6 mil.

Se cada um desses motoqueiros e seus eventuais caronas descessem das motos, visto do alto, a imagem seria um nada tão avassalador que faria todo o sentido figurar num registro de pé de página do Cruzeiro do Sul, tradicional diário de Sorocaba.

Mas a manifestação sobre duas rodas fez barulho e ganhou visibilidade como todo o evento bem organizado e irrigado com muito dinheiro.

As mesmas verdinhas que mantém aquele bando de desocupados que vivem no cercadinho do Planalto, esperando seu líder máximo dar o ar da graça.

O que essas pessoas fazem lá, vindas de estados diferentes?

Quem paga essa militância que um dia já foi chamada de mortadela, quando o PT estava no poder?

Seriam as coxinhas sob nova direção?

Desde que ressuscitaram a palavra “narrativa” e os tios e tias do Zap entraram em cena para mostrar a luz da verdade, vale tudo, até transformar 6,6 mil em 1,3 milhão (e se você achar ruim é um miserável de um “esquerdopata”).

Em dias pretéritos, por volta dos anos 70, um adolescente foi escoltado até a delegacia pelos pais que não concordavam com o relacionamento dele com uma mulher mais velha.

Como o delegado não estava, o escrivão resolveu o problema dando um murro no peito do menino.

Dias atrás, uma jovem resolveu fazer um protesto solitário contra o presidente da República, exibindo um cartaz com dizeres de contestação.

Chamada de todo o nome – “piranha”, “vagabunda” e por aí fora – teve seu cartaz tomado, rasgado e por pouco não leva uma surra.

Mesmo com as redes sociais e toda a exuberância da tecnologia estamos perigosamente nos aproximando do passado.

Um passado em que casamentos eram desfeitos porque o noivo descobria que a noiva não era virgem e a polícia batia a vontade e nem precisava mentir para se livrar de inquéritos.

Um tempo trágico e sem celular.

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