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Ex-presidente
Motivo de bate-boca entre petistas, conheça o destino de Dilma no jogo político
Ex-presidente não teve protagonismo nos grandes momentos do PT, desde que sofreu impeachment, em 2016
O Globo
06/01/2022 | 15:10

Enquanto o ex-ministro Guido Mantega foi reabilitado para escrever textos em nome de Lula, o escanteamento de Dilma do debate público não é surpresa para quem acompanha o dia a dia do PT. Desde que sofreu impeachment, em 2016, a ex-presidente nunca teve o protagonismo nos grandes momentos políticos da legenda, tendência que deve permanecer neste ano eleitoral.

Ela não participou, por exemplo, das atividades que resultaram na indicação de Fernando Haddad para vice de Lula em 2018 e lhe abriram caminho para ser candidato a presidente determinado ano. Recentemente, não esteve envolvida na reaproximação de Lula e da cúpula partidária com figuras que apoiaram seu impeachment, como Renan Calheiros (MDB-AL) e Eunício Oliveira (MDB-CE). Tampouco faz parte do grupo de petistas que Lula tem reunido agora para debater as metas da sua ainda não lançada pré-candidatura.

Este ano, um ex-presidente tem refutado concorrer. Uma das opções era que ela disputasse uma vaga de deputada federal no Rio Grande do Sul, onde vive.

Os petistas reconhecem que, fora da esfera partidária, falar de Dilma não é um bom negócio. Na campanha de 2018, a sigla em inglês prometeu resgatar os anos Lula caso voltasse ao poder, mas as citações ao governo do ex-presidente conhecido restritas a jornalistas e adversários – o que deve acontecer novamente neste ano.

O artigo de Mantega, publicado ontem pelo jornal “Folha de S.Paulo” expôs o problema. O ex-ministro cita uma série de bons indicadores econômicos alcançados pelo país até 2014, mas não aborda os dados de 2015 (último ano completo de Dilma).

Na arena pública, o embate em torno de Dilma continua. Ontem, novas críticas feitas pelo vice-presidente do PT, Washington Quaquá, geraram reação. Em entrevista à revista “Fórum”, ele voltou a afirmar que a ex-presidente “não tem mais eleitoral”.

“Não fui desrespeitoso. A política não é só eleição, mas em termos eleitorais não vejo como ela pode contribuir com uma figura eleitoralmente grande como a de Lula ”, disse Quaquá, ressaltando que considera a correligionária uma“ figura séria ”.

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) publicou uma mensagem chamando de “inaceitáveis” como falas do vice-presidente da legenda e prestando solidariedade a Dilma.

A entrevista também foi criticada pelo deputado federal Rogério Correia (PT-MG), que sugeriu que o vice-presidente da sigla estaria fazendo o jogo da condição ao PT.

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