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Opinião

Mossoró 2024: O ano sem os Rosados; leia opinião de Bruno Barreto

Esta eleição em 2024 será histórica, pois será a primeira em 76 anos em que a família Rosado não desempenhará papel de destaque em Mossoró
Bruno Barreto
11/11/2023 | 05:00

O ano eleitoral de 2024 não começou, mas a eleição em Mossoró já se destaca por sua histórica ausência do protagonismo da família Rosado. Por 72 anos, os Rosados dominaram a política em Mossoró, iniciando em 1948 com Dix-sept, que saiu do Palácio da Resistência para se tornar governador do estado após vencer as eleições de 1950, mas sua gestão foi interrompida tragicamente por um acidente aéreo.

A dinastia Rosado continuou com Vingt, que foi prefeito e posteriormente deputado federal sete vezes, e mais tarde com Dix-huit, que além de senador, governou Mossoró por três vezes. Muitos acreditam que, se não fosse pela ditadura militar, Dix-huit também teria sido governador eleito, mas isso é apenas uma conjectura.

Jornalista Bruno Barreto escreve sobre a política de Mossoró - Foto: Reprodução
Jornalista Bruno Barreto escreve sobre a política de Mossoró - Foto: Reprodução

Ao longo dessas décadas, alguns representantes não pertencentes à família Rosado também assumiram o poder, como Antônio Rodrigues de Carvalho, prefeito nos anos 1950, que interrompeu brevemente o domínio oligárquico ao derrotar Vingt-un em uma eleição apertada em 1968. No entanto, os Rosados logo retomaram o poder, perdendo-o apenas em 2014 para Francisco José Junior em uma eleição suplementar, recuperando-o brevemente com Rosalba Ciarlini e depois perdendo novamente em 2020.

Entre 1985 e 2016, os Rosados se dividiram entre governo e oposição, com uma divisão familiar que foi explorada por outros grupos políticos, como a oligarquia Maia, liderada por Tarcísio, pai de José Agripino, que fomentou a crise familiar desde os anos 1970.

Carlos Augusto, herdeiro político de Dix-sept, percebeu que Vingt estava planejando impor Laíre, genro e sobrinho, como sucessor da família e decidiu seguir seu próprio caminho, tornando-se uma figura vitoriosa na política local. A política se dividiu entre os Rosados de Carlos Augusto e Rosalba Ciarlini (“Rosalbismo”) e os herdeiros de Vingt com Sandra e Laíre (“Rosadismo”).

Nos anos 2000, os Rosados estavam no auge de seu poder, controlando vários cargos políticos simultaneamente. No entanto, a partir da tumultuada eleição de 2012, que culminou em cassações de Cláudia Regina, candidata do “Rosalbismo”, o grupo perdeu força.

Em 2016, Rosalba Ciarlini retornou ao poder, mas sua gestão foi considerada uma das piores. Em 2020, foi derrotada por Allyson Bezerra, marcando o fim do domínio dos Rosados.

Em 2022, tanto o “Rosalbismo” quanto o grupo de Sandra tiveram desempenhos fracos em Mossoró. Com Allyson desfrutando de alta aprovação e novas lideranças emergindo na oposição, os Rosados agora ocupam um papel secundário na política local.

Esta eleição municipal em 2024 será histórica, pois será a primeira em 76 anos em que a família Rosado não desempenhará um papel de destaque na cidade. A própria Rosalba está sumida do cenário político, Sandra não disputará mais eleições, e Larissa aspira a um mandato de vereadora. Os Rosados passam a ser coadjuvantes em uma nova era política em Mossoró, e isso marca uma mudança significativa na paisagem política da cidade.

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