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Pesquisa Quaest
Moro se consolida em 3º lugar na disputa ao Planalto, com Lula em 1º e Bolsonaro em 2º
Ex-juiz toma o lugar de Ciro Gomes. No segundo turno, Bolsonaro é derrotado em qualquer cenário. Reprovação do governo recua
O Globo
08/12/2021 | 15:00

O quadro das intenções de voto para a presidência nas eleições de 2022 continua favorável ao ex-presidente Lula (PT), segundo nova pesquisa da Genial/Quaest, empresa de inteligência de dados que faz análise de redes sociais e pesquisas de opinião pública. O petista lidera em todos os cenários, vencendo em primeiro e segundo turnos. Já o presidente Jair Bolsonaro (PL) permanece em segundo lugar, mas é derrotado em qualquer situação de segundo turno. Porém, após quedas sucessivas de popularidade, Bolsonaro recuperou pontos na disputa presidencial.

A pesquisa estimulada apresentou quatro cenários eleitorais. Em todos eles Lula vence em primeiro turno por ter mais da metade dos votos válidos (excluídos os votos em branco e os nulos). Seu desempenho é melhor sem a presença do ex-juiz Sergio Moro (Podemos) na disputa, embora a variação do petista seja pequena: vai de 46% da intenções, em seu pior cenário, até 48%, no melhor. Bolsonaro também teve melhor desempenho quando seu ex-ministro da Justiça não foi levado em conta.

No cenário com sete pré-candidatos, Lula teria 46% dos votos; Bolsonaro, 23%; Sergio Moro viria em terceiro, com 10%; Ciro Gomes, na quarta posição, com 5%; João Doria (PSDB), com 2%; e Rodrigo Pacheco (PSD) e Felipe D’Ávila empatados com 1%. O número de brancos e nulos é de 7% e o de indecisos, 5%.

Em um cenário sem a presença de Doria, Pacheco e D’Ávila, Lula segue na liderança com 47% das intenções de voto, seguido por Bolsonaro, com 24%. Sergio Moro aparece com 11%, enquanto Ciro vem em seguida, com 7%.

Em um terceiro cenário, sem Doria, Moro e D’Ávila, Lula tem seu melhor desempenho, com 48% dos votos. Bolsonaro também cresce, chegando aos 27%. Ciro aparece com 8%, e Pacheco, com 2%, completam a lista.

Já no último quadro sem Moro, Pacheco e D’Ávila, Lula tem 47% das intenções de votos, seguido por Bolsonaro, com 27%; Ciro Gomes, com 7%; e João Doria, com 5%.

Nas simulações de segundo turno, Lula também vence em todos os cenários: 55% dos votos contra 31% de Bolsonaro; 53% contra 29% de Sergio Moro; 54% contra 21% de Ciro Gomes; 57% contra 14% de João Doria; e 58% contra 13% de Rodrigo Pacheco.

Mesmo sem a presença do petista, Bolsonaro também seria derrotado nos cenários levantados pela pesquisa. Ele aparece com 31% das intenções de voto contra 34% de Sergio Moro, e com 34%, contra 39% de Ciro Gomes.

Reprovação do governo recua

A reprovação ao governo Bolsonaro caiu de 56%, em novembro, para 50%, neste mês. Esta foi a primeira queda desde julho, quando o índice era de 45%. A aprovação oscilou de 19%, no último mês, para 21% desta vez.

O cientista político e diretor da Quaest, Felipe Nunes, destacou que o presidente está melhorando na percepção dos eleitores mais pobres. Entre os que recebem até 2 salários mínimos, a diferença de reprovação e aprovação que era de 45 pontos negativos em novembro, caiu para 36 pontos.

Outro público onde o presidente melhorou foram os eleitores evangélicos. Entre eles, a diferença entre os que reprovavam o governo Bolsonaro e os que aprovaram era de 15 pontos percentuais e agora é de 3 pontos.

“Olhando esses números fica claro que o governo conseguiu estancar o desgaste que vinha sofrendo por conta dos problemas econômicos do país. Foram duas ações bem sucedidas: o anúncio do novo Auxílio Brasil de R$ 400, que vai beneficiar os mais pobres, gerou uma sensação de esperança nesse público; além da indicação e aprovação do novo ministro do Supremo, André Mendonça, que é evangélico”, analisou Nunes em publicação no Twitter.

Na contramão do cenário nacional, porém, o Nordeste foi a única região que registrou aumento na reprovação ao governo. Oscilou de 60% em novembro para 61%, neste mês. A aprovação entre os nordestinos também oscilou negativamente: de 16% para 14% no mesmo período. A região em que o governo Bolsonaro mais avançou foi o Sul do Brasil. Lá, sua reprovação saiu de 54%, no último mês, para 40%, em dezembro. A aprovação aumentou sete pontos percentuais: de 19% para 26%, no mesmo período.

A principal deficiência do governo, segundo a pesquisa, está no combate à inflação, já que 70% dos entrevistados avaliam negativamente a postura de Bolsonaro sobre o assunto. Além disso, 41% veem a Economia como o principal problema do país. Em novembro, porém, esse índice era de 48%.

Dentre os fatores econômicos, 18% veem o desemprego como o pior item, seguido pelo crescimento econômico (14%) e pela inflação (9%).

13% não conhecem Sergio Moro

Mesmo em terceiro lugar nas intenções de voto para o primeiro turno em 2022, o ex-juiz Sergio Moro não é reconhecido por 13% dos entrevistados. A maioria, 61%, o conhece, mas não votaria nele para a Presidência. Segundo a pesquisa, 19% conhecem e poderiam votar no ex-juiz, enquanto 6% o conhecem e votariam nele.

Felipe Nunes destaca que o ex-juiz consolidou o seu lugar como o terceiro candidato na disputa de 2022. Embora seus índices estejam bem atrás de Lula e Bolsonaro, Moro se isolou dos adversários mais diretos pelo terceiro lugar. Segundo os dados, ele vem tomando espaço principalmente do atual presidente, de Ciro Gomes e de eleitores nem-nem.

“Moro está vagarosamente ocupando um espaço de quem é nem Lula, nem Bolsonaro, mas ele precisa modular o discurso. A rejeição é muita alta, só abaixo da de Bolsonaro: 61% das pessoas que conhecem o ex-juiz dizem que não votariam nele”, afirmou Nunes.

O ex-ministro Ciro Gomes não é conhecido por 18% e 55% o conhecem, mas não votariam nele, enquanto 22% conhecem e poderiam votar. Convictos, estão 4%, que conhecem o pedetista e votariam nele.

Outro candidato da chamada “terceira via”, o governador de São Paulo, João Doria, não é reconhecido por 24% dos eleitores e 59% o conhecem, mas não votariam nele.

Somente 2% não conhecem o presidente Jair Bolsonaro, mas 64% dos que o conhecem, não votariam nele. Já com o ex-presidente Lula, o número é ainda menor: 1% dos eleitores não o conhecem. Dentre os que o conhecem, 43% não votariam nele, 19% poderiam votar e 36%, votariam no petista.

Rodrigo Pacheco e Felipe D’Ávila são os mais desconhecidos pelos eleitores. O presidente do Senado não foi reconhecido por 57% dos entrevistados, enquanto D’Ávila não alcançou 74%.

O levantamento foi feito presencialmente entre os dias 2 e 5 de dezembro, com 2.037 entrevistas em 120 municípios nos 26 estados e no Distrito Federal. O nível de confiança da pesquisa é de 95%, e a margem de erro, de 2 pontos percentuais, para cima ou para baixo. O estudo que vem monitorando a avaliação do governo desde julho foi feito pela Quaest.

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