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STF
Moraes designa para inquérito contra Bolsonaro delegado da PF que havia sido afastado por novo diretor
Felipe Leal havia sido afastado do Serviço de Inquéritos Especiais em abril pelo novo diretor-geral da PF, Paulo Maiurino; Inquérito foi aberto após acusações de Sergio Moro
O Globo
14/07/2021 | 17:41

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o inquérito que apura a possível interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal, aberto após denúncia do ex-ministro da Justiça Sergio Moro, continue a ser conduzido pelo delegado Felipe Leal, chefe do Serviço de Inquéritos Especiais (Sinq), grupo responsável por investigar autoridades com foro privilegiado.

Leal havia sido afastado do Sinq pelo atual diretor-geral da PF Paulo Mairuino, após ter assinado um ofício que apontou ilegalidades nas provas obtidas por um ataque hacker ao celular dos procuradores da Lava-Jato. A manifestação foi feita em um inquérito aberto pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A determinação consta de um despacho dado pelo ministro na segunda-feira, em que afirma que Leal deverá ser mantido à frente das investigações “considerado seu conhecimento técnico da presente investigação”. A designação de Moraes foi comunicada ao Diretor-Geral da PF.

“Este inquérito, inicialmente presidido pela Delegada de Polícia Federal CHRISTIANE CORREA MACHADO, passou a ser conduzido sob a chefia do Delegado de Polícia Federal FELIPE ALCÂNTARA DE BARROS LEAL, então chefe do SINQ/CGRC/DICOR, que deverá, considerado seu conhecimento técnico da presente investigação, ser mantido na presidência do inquérito”, diz o documento.

Em abril, foi escolhido para o lugar de Leal o delegado Leopoldo Lacerda, que chefiava a delegacia de combate ao crime organizado em Alagoas. O Serviço de Inquéritos é uma área estratégica da PF em Brasília por ser o setor responsável por todas as investigações em andamento contra políticos que tramitam perante o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça.

O inquérito que apura a interferência de Bolsonaro na Polícia Federal foi aberto em abril de 2020 e até hoje não foi concluído devido ao debate que corre, no STF, sobre o formato do depoimento que deverá ser prestado pelo presidente — se por escrito ou presencialmente. O então relator do caso, ministro Celso de Mello, que deixou o cargo no mês passado, votou para que a oitiva seja presencial. A discussão está prevista para ser retomada em setembro.

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