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CREA-RN

Modernizar cargos e utilizar novas tecnologias são objetivos do atual presidente do CREA, Roberto Wagner

Novo presidente conta que ainda existe o cargo de datilógrafo no Conselho, mas sua meta é promover uma maior inovação
Karen Sousa
23/11/2023 | 06:00

Excelência profissional, melhoria no atendimento de demandas e adoção de tecnologias recentes no funcionamento interno são as principais metas e objetivos estabelecidas pelo novo presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Norte (Crea-RN), Roberto Wagner Costa. Eleito na semana passada com 57% dos votos, apoiado pela atual presidente Ana Adalgisa (conselheira federal eleita), ele tomará posse no cargo em 2 de janeiro, para três anos de mandato.

Ao AGORA RN, o presidente eleito destaca que o Crea ainda tem a função de datilógrafo, o que demonstra a necessidade de modernização. “A gente tem a oportunidade de colocar inteligência artificial nos processos. A gente quer inserir a tecnologia, que possibilita maior agilidade, diminui o custo e gera uma maior precisão na tomada de decisões”, afirmou.

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Novo presidente do CREA-RN diz que o órgão é responsável por proporcionar aos profissionais o acesso às oportunidades no mercado de trabalho. Foto: José Aldenir/Agora RN

Modernizar o time interno também é um dos objetivos, considerando que a última seleção de profissionais para o órgão foi em 2011.

O presidente conta que o Crea tem uma visão desenvolvimentista e altas expectativas para os próximos anos. “Criaremos no Crea hubs de desenvolvimentos dos ecossistemas das engenharias, agronomia e das geociências, onde teremos um olhar especial na inserção do jovem profissional na rede de conexão, que tem o Crea como ponto nodal, com profissionais, empresas e órgãos públicos”, completou.

O local será responsável por proporcionar um maior acesso às oportunidades presentes no mercado de trabalho, além de ajudar o profissional no desenvolvimento da própria rede de contatos. O papel do presidente será conservar essa responsabilidade e continuar a capacitar ainda mais profissionais registrados no Crea.

“A capacitação é um dos nossos pilares do convênio com a Mútua (Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea). Nos últimos cinco anos nós treinamos mais de 12 mil profissionais. Por isso temos de ser referência em termos de visão de futuro”, afirmou.

O Curso de Introdução Prática a Levantamento Aerofotogramétrico e Processamento de Imagem é um dos citados pelo presidente como parte da inovação em capacitar a partir do convênio com a Mútua. Ele conta que, além de possibilitar a implementação do curso, também será possível a compra dos drones, o que fará os profissionais serem inseridos nas oportunidades do mercado.

“O grande desafio é estar inserido no mercado, onde a percepção de valor de quem está contratando é mais elevada. Por outro lado, isso exige mais aprimoramento, um maior domínio de outras ferramentas como comunicação e marketing. O Crea passa a ter a responsabilidade de atrair as demandas e juntar as empresas e profissionais, acelerando o desenvolvimento do mercado”, concluiu.

Fiscalizar e garantir a ética profissional também é papel do Crea, diz Roberto

Com a finalidade de garantir uma maior ética profissional entre os cadastrados no Conselho, o Crea desenvolverá um novo sistema de fiscalização. Já existe um aplicativo com georreferenciamento, processo que define a forma, dimensão e localização de uma área que deve ter os dados cadastrados em um determinado sistema. Mas o objetivo é aprimorar ainda mais a fiscalização.

“A gente já está de olho em algumas tecnologias, inclusive com visão por satélite, onde a gente consegue identificar um tipo de cultura. Isso ajuda e consegue identificar, por exemplo, se existe tijolo ou cimento numa área com uma precisão muito importante. Além disso, no próximo concurso, estamos prevendo para a fiscalização, cientistas de dados objetivando uma elevação na qualidade da informação a partir da leitura desses diversos bancos de dados”, completou o presidente.

Roberto comemorou ainda a vitória como presidente do Conselho e pretende continuar com os avanços do Crea, que segundo ele, já foram muitos na gestão da presidente em fim de mandato Ana Adalgisa, agora eleita como conselheira federal.

“O Crea passou a ser protagonista da sociedade na hora que começou a cobrar dos poderes, a interagir, a induzir o desenvolvimento das cidades, do Estado como um todo”, concluiu, acrescentando que vê necessidade de oferecer serviços de maior qualidade para a sociedade.