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Declaração

Ministro da Educação: “Há crianças com grau de deficiência que é impossível a convivência”

Essa é a 2ª fala polêmica de Milton Ribeiro, que anteriormente afirmou que estudantes com deficiência atrapalham o aprendizado dos outros
Redação
19/08/2021 | 16:54

O ministro da Educação, , afirmou nesta quinta-feira 19 que há crianças com “um grau de deficiência que é impossível a convivência”. A declaração foi dada durante uma visita ao Recife, dias após ele dizer que estudantes com deficiência atrapalham o aprendizado de outros alunos.

“Nós temos, hoje, 1,3 milhão de crianças com deficiência que estudam nas escolas públicas. Desse total, 12% têm um grau de deficiência que é impossível a convivência. O que o nosso governo fez: em vez de simplesmente jogá-los dentro de uma sala de aula, pelo ‘inclusivismo’, nós estamos criando salas especiais para que essas crianças possam receber o tratamento que merecem e precisam”, afirmou Ribeiro.

Ministro da Educação: “Há crianças com grau de deficiência que é impossível a convivência” - Agora RN
Ministro da Educação, Milton Ribeiro - Foto: Reprodução

A declaração foi alvo de críticas da oposição.

Este é o governo em que o Ministro da Educação considera impossível a convivência com pessoas com deficiência em salas de aula. Quando ele fala em “criar salas especiais” está falando em exclusão! Não foi a toa que pedi o impeachment deste senhor. pic.twitter.com/JTzRaOwVhl

— Maria do Rosário (@mariadorosario) August 19, 2021

A afirmação de Milton Ribeiro ocorreu após a reinauguração do Museu do Homem do Nordeste, da Fundação Joaquim Nabuco, na Zona Norte da cidade. O local estava fechado desde o início da pandemia da Covid-19.

Questionado sobre a entrevista transmitida no dia 9 de agosto, no programa Novo Sem Censura, da TV Brasil, ele afirmou que a repercussão dada às frases foi causada por “questões políticas”.

Na fala anterior, Ribeiro disse que, quando uma criança com deficiência é incluída em salas de aula com alunos sem a mesma condição, ocorre o que chamou de “inclusivismo”, em que a criança não aprende e “atrapalha” a aprendizagem das outras.