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Micarla pode ser beneficiada com saída de Carlos e Wilma da sucessão

28/04/2012 | 22:46

A decantada inviabilidade eleitoral da prefeita Micarla de Sousa (PV) não seria suficiente para convencê-la a sobre os benefícios do projeto da renúncia em prol da construção de uma alternativa na sua base de sustentação. Embora definida a ficar no cargo até dezembro deste ano, Micarla apostaria numa reviravolta do jogo político em seu favor.

As contas do exercício de 2008 do principal adversário, Carlos Eduardo Alves (PDT), estão penduradas na Câmara e podem ser reprovadas, retirando o ex-gestor do páreo eleitoral. A segunda colocada nas pesquisas, Wilma de Faria (PSB), também está sob o jugo do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que também pode inviabilizá-la eleitoralmente, via processo do foliaduto.

Na hipótese dos dois ex-prefeitos ficarem inelegíveis, a pevista surgiria num cenário mais amistoso, tendo como principais adversários o deputado federal Rogério Marinho (PSDB) e os deputados estaduais Hermano Morais (PMDB) e Fernando Mineiro (PT). Neste caso, tanto ela como os demais pré-candidatos se encontram em patamares eleitorais semelhantes segundo as pesquisas – todos com menos de 10% das intenções de voto, num universo de apenas 40% dos eleitores que definiram opções.

Talvez este “quadro dos sonhos” de Micarla a impulsione a permanecer no jogo sucessório. Só não se sabe até quanto e se será em vão, portanto, qualquer cobrança dos aliados políticos no sentido de renúncia. Para a prefeita, parece que enquanto houver luz, haverá esperança. Mas o tempo urge, os prazos estão próximos o desfecho poderá ser previsível.

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