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Entrevista
“Meu candidato ao Senado é Fábio Faria”, diz a deputada Carla Dickson
A parlamentar teve seu nome lembrado, semana passada, como opção da oposição para disputar o Governo do Rio Grande do Norte, nas eleições do ano que vem. Ela associa a lembrança ao reconhecimento do seu trabalho, mas considera estar cedo para desafios tão grandes, aproveitando para lançar Carlos Eduardo Alves e Rogério Marinho
Redação
22/06/2021 | 07:47

A deputada federal Carla Dickson, atualmente no PROS, foi lembrada na semana passada como nome da oposição para disputar o governo do Estado nas eleições do ano que vem. Nessa entrevista, a parlamentar diz que se seu nome foi lembrado, é porque existe um reconhecimento ao seu trabalho.

Porém, Carla considera que está cedo para desafios dessa envergadura, e aproveita para lançar os nomes do ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), e do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, como “bons nomes para o governo”.

Para o Senado, o voto da parlamentar é para o atual ministro das Comunicações, Fábio Faria, de quem é suplente na Câmara dos Deputados. “Ele saindo candidato terá meu voto e meu total apoio. Ele tem sido muito correto comigo e tem trabalhado muito pelo Brasil e pelo o Rio Grande do Norte”, diz ela.

Confira a íntegra a seguir:

Agora RN – Como a senhora vê a possibilidade de reeleição do presidente Jair Bolsonaro com todo esse desgaste constituído sobre sua imagem?

Carla Dickson – Essa questão do desgaste é até natural, ele criou uma onda, não só ele, mas muitos políticos que vieram junto com ele na onda Bolsonaro. A tendência é sofrer também. Toda reeleição é mais difícil, mais complexa. O que eu vejo lá no palácio do Planalto, como vice-líder do governo, é uma intenção de fazer o que é certo. Ele rejeita qualquer tipo de possibilidade de corrupção. Se ele sentir o cheiro de coisa errada ele já descarta. Uma das coisas que ele fala muito é que vive 24h por dia na mira da opinião pública, da mídia que não dá chance para ele. Muitas coisas que ele fala eu já comprovei pessoalmente que são distorcidas, uma vez durante a assinatura da medida provisória para a compra de vacinas, ele estava emocionado falando, eu gravei tudo, no outro dia quando fui ver no jornal, estava tudo distorcido. Então é assim o tempo todo. Tudo que ele fala é distorcido. São mecanismos usados para desconstruir e ridicularizar. Ele tem um temperamento muito forte, é fato. Ele é muito corajoso, peita mesmo. O problema é que acabam distorcendo o que fala e faz, por esse jeito dele, dando arma para oposição. Por exemplo, essa questão de aparecer em locais públicos sem máscara. Eu fui questionada sobre isso e disse, pedimos para ele colocar a máscara, mas ele não quer e ponto. É ele, alguns aplaudem e outros não.

Agora RN – Mesmo com esse desgaste a senhora acha que ele se reelege?

Carla Dickson – Esse desgaste é o que vemos na mídia, quando tem as manifestações a favor dele, como as motociatas, vemos o apoio dado a ele. Para mim ele se reelege. Até porque hoje não tem outro nome. É até bom que venha Lula, porque muitos estão dormindo, como por exemplo alguns segmentos da direita, que apoiavam o governo e se acomodaram. Eu não quero a esquerda de volta. Eu não quero a ideologia de gênero. Eu não quero o apoio ao aborto. Eu não quero esses temas que são notórios no Parlamento que vêm da esquerda. Sei que comigo tem milhares de pessoas que também não querem essa escravidão novamente. Então se vier é uma chance de levantar uma polarização. Não gosto da polarização, gera muita briga e confusão. Mas se for necessário para garantir o governo atual no poder, que venha.

Agora RN – Aqui no Rio Grande do Note, como o grupo político do presidente deve se posicionar para as eleições do ano que vem?

Carla Dickson – Precisamos ter um nome forte na ala da direita. Hoje a governadora não tem um oponente. Na minha cabeça tenho dois nomes que são excelentes gestores, que seriam Carlos Eduardo e Rogério Marinho. Gostaria muito que Carlos Eduardo viesse como candidato. Acompanhei quando era vereadora a gestão dele, e gosto muito dele como administrador. Ele pensa a cidade de forma ampla. Rogério Marinho, como ministro, está fazendo um grande trabalho. Ele conhece o estado como um todo, principalmente nessa questão de segurança hídrica, e está fazendo um trabalho fantástico. Sabemos que para crescer o Seridó precisa de água. Ele está empenhado nisso. Então gostaria muito de ter oportunidade de apoia-los para governo do estado.

Agora RN – Essa semana o nome da senhora apareceu como uma possibilidade para concorrer ao governo, como a senhora avalia?

Carla Dickson – Eu recebi com surpresa essa notícia, e fiquei honrada, pensei assim: se meu nome foi lembrado é sinal de que estamos fazendo um bom trabalho para Natal a para o Rio Grande do Norte. Eu tento abranger a bandeira da mulher e muitas outras. A questão hídrica é algo que me deixa em alerta. Eu não admito que a população do Estado ainda sofra com essa questão da seca. Isso para mim é coisa do passado e não deveria existir. Então recebi essa notícia com surpresa. Mas tenho um pé bem no chão. Está muito cedo para pensar nisso. Eu quando entro em um negócio entro de cabeça. Se eu entrasse nesse negócio de governo hoje, eu teria algumas dificuldades, até por falta de conhecimento que um executivo precisa ter. Meu planejamento inicial é a reeleição a deputada federal no intuito de apender mais em Brasília. Principalmente no quesito aquisição de recursos para o Estado. Porque lá você precisa ter um bom relacionamento, se não fica isolado e não consegue fazer nada. É preciso ter aliados para trazer os recursos e fazer o Estado crescer. Eu agradeço muito a lembrança do meu nome, mas serei candidata à reeleição para deputada federal.

Agora RN – O PROS, seu partido, está aliado a um governo de esquerda no RN. Como está sua situação dentro do seu partido?

Carla Dickson – Olha só, conversas estão acontecendo, eu tenho muito respeito pelo meu partido, tenho um bom relacionamento com o PROS nacional, e com Jaime Calado presidente do partido aqui o estado. Mas existe aqui no RN algo que me deixa desconfortável, que é a proximidade com o governo de esquerda. Então eu não me vejo subindo em palanque de esquerda, e claro, eu não posso ficar em um local onde meus princípios sejam constantemente contra-atacados. As conversas já estão acontecendo com a nacional, vou conversar com Dr. Jaime. Ele é um homem de consenso, da paz, e vamos chegar a um acordo. Não tendo o acordo, eu saio. Sou do segmento evangélico que é a minha base, e as pautas da esquerda ferem muitos princípios. Então eu já fui procurada por alguns líderes evangélicos me questionando o posicionamento do partido aqui no Estado. Isso tem me trazido um certo desconforto. Creio que nas próximas semanas teremos uma conversa. Se for para siar do partido, sairei. Mas quero sair de portas abertas.

Agora RN – Para o Senado quem a senhora pretende apoiar?

Carla Dickson – Meu candidato ao Senado é Fábio Faria. Ele saindo candidato terá meu voto e meu total apoio. Ele tem sido muito correto comigo e tem trabalhado muito pelo Brasil e pelo o Rio Grande do Norte.

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