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Mercado Agora
Mercado digital não toma conhecimento da crise brasileira
Daniel Paiva
17/07/2017 | 11:12

Você já comprou um infoproduto? Ou melhor, você sabe o que é um infoproduto? Pode até não ter notado, mas, com certeza, já consome ou consumiu alguns infoprodutos, ainda que não seja usuário ativo da internet, de um smartphone.

Sabe-se que nas crises econômicas muitas empresas fecham suas portas, enxugam custos ao extremo, se reinventam buscando novos mercados, novos produtos, novas formas de trabalhar e atender clientes. Ano passado houve, especialmente nos primeiros quatro meses, um número expressivo de abertura de novas empresas, a grande maioria delas MEIs (microempreendedor individual). Isso pode ser creditado à necessidade das famílias brasileiras de ter uma fonte de renda extra, além do emprego formal com carteira assinada, ou mesmo ao movimento empreendedor por necessidade de sobrevivência, ou seja, pessoas que antes tinham seus empregos, agora desempregadas, buscaram no empreendedorismo não apenas materializar seus sonhos e suas ideias, mas um combo de Oportunidade x Necessidade x Falta de Alternativas, explicado pela famosa frase “a fome com a vontade de comer” (a fome de empreender em algum momento da vida com  a necessidade real de trazerem, dentre outros itens, o alimento para si e para seus dependentes).

Em Natal-RN foi visível o aparecimento de muitos pequenos negócios no segmento de gastronomia e moda (segmento que já foi tema de uma de nossas colunas, aqui no Agora Jornal). São cafeterias, docerias, padarias, lojas de acessórios para mulheres e homens, roupas, etc. (Como militante há mais de 18 anos pelo empreendedorismo verdadeiro – aquele que não é alimentado por esquemas com o setor público – vibro com esta ascensão empreendedora em nosso estado!). Estes segmentos citados aqui e muitos outros foram alavancados pela internet, onde os empreendedores usando redes sociais, promoveram seus pequenos negócios, com investimento consideravelmente menor, obtendo resultados satisfatórios, alguns até mesmo mudando de patamar, ampliando e crescendo em pouquíssimo tempo de existência.

A internet tem muita participação no pequeno (para não dizer inexistente) crescimento da economia brasileira nos últimos 3 anos. Não apenas por alavancar a venda de produtos físicos, tangíveis, mas por promover os infoprodutos, aqueles produtos que não podemos tocar com as mãos, mas que têm igual ou maior volume que os produtos tradicionais, como bolsas, sapatos, móveis e outros. Os infoprodutos aos quais refere-se este artigo não são computadores ou smartphones, ou mesmo HDs e similares. São os conteúdos. Oferecidos aos montes, gratuitamente ou não, os conteúdos sobre praticamente todos os temas de interesse profissionais ou não, associados à carreira profissional, à vida acadêmica, ao desejo de estudar fora do Brasil, a como ser um criador de infoprodutos, enfim, todos estes temas possuem inúmeros vendedores de conteúdos/infoprodutos.

Um livro digital é um infoproduto. Um vídeo que você acessa por um site ou blog de empresa ou pessoa física é um infoproduto. Treinamentos, palestras, apresentações, filmes (aqueles da Netflix também!), todos estes conteúdos são, na verdade, produtos, infoprodutos. Eles estão em todos os locais e plataformas da internet, nos PCs e na sua mão, através dos celulares tipo smartphones (aliás, smartphone já pode ser considerado o novo, ou melhor, o atual nome do aparelho apresentando ao mundo como telefone celular).

O mercado digital não tomou conhecimento da crise econômica brasileira, e vem crescendo como nunca. A cada dia vemos em nossa timeline mais e mais posts patrocinados, com pessoas querendo vender seus conteúdos, apresentando-nos formas de adquirirmos isso ou aquilo, de conseguirmos alcançar metas pessoas, de como vendermos mais, de como seria a melhor maneira de aprendermos outro idioma, e tantas outras formas e maneiras para tantas coisas.

Isso é maravilho, porque as pessoas estão compartilhando seus conhecimentos, adquiridos com anos de vivência em suas profissões, robustecidos pela rodagem que só a vida pode dar a um profissional, a uma pessoa. Existe muito conteúdo útil na internet, hoje em dia. Faça bom proveito do seu infoproduto, e cresça com ele. Ah! E depois, quem sabe, compartilha com a gente através da própria internet. Já pensou? Será muito bom para todos, e ainda pode te gerar uma grana, quem sabe até uma nova empresa, um novo negócio. Boa sorte!

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