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Consciente
Menina de 6 anos pede vacina contra Covid de presente de aniversário
Na quinta-feira (16), Anvisa autorizou aplicação da Pfizer em crianças de 5 a 11 anos, no entanto, ainda não há data prevista para início da campanha de imunização no país
g1
18/12/2021 | 13:35

A vacina contra a Covid-19 para as crianças é tão esperada que Sofia Tavares, de 6 anos, moradora da Zona Oeste do Recife, pediu à mãe de presente de aniversário uma dose do imunizante. Ela completa 7 anos em abril de 2022.

“Minha filha está tão consciente da seriedade da Covid que ela pediu no aniversário dela, como presente mesmo, a vacina. Ela não queria outra coisa. Eu falei ‘Filha, o que você quer de presente?’ E ela disse ‘Só a vacina, mamãe’. Expliquei que a gente ainda ia ter que esperar um pouco, porque ela está muito ansiosa”, contou a mãe e terapeuta ocupacional Larissa Tavares, de 36 anos.
Na quinta-feira (16), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a aplicação da vacina Pfizer em crianças de 5 a 11 anos. Apesar disso, ainda não há data para o início da imunização desse público.

A dosagem para o grupo deve ser menor do que aquela utilizada para maiores de 12 anos e o Brasil ainda não tem essas doses ajustadas. Nesta sexta (17), a Pfizer informou que não há prazo para entrega de vacinas para o público infantil.

No Recife, apesar de não haver previsão para o início da imunização, é possível fazer um cadastro prévio para os menores receberem a vacina (veja como fazer cadastro mais abaixo).

“Ela está na fase de começar a ter medo, está com medo de Covid, com medo de morrer. Ela ficou bem feliz quando eu disse que ela tomaria a vacina, que a hora estava chegando. Ela disse logo “É amanhã?”, e eu tive que falar que ainda ia demorar um pouquinho, mas que ia chegar”, declarou a mãe de Sofia.

A expectativa pela imunização e a apreensão pela doença vieram de uma causa triste. O pai de Larissa e avô de Sofia, José Ferreira da Silva, de 75 anos, morreu no dia 18 de agosto deste ano vítima da doença, após passar dias internado e intubado em um hospital da capital pernambucana.

“Quando meu pai faleceu ela [Sofia] perdeu o companheiro dela, porque era ele que ficava com ela durante o dia, brincava, conversava. Ela me diz ‘Eu quero a vacina da Covid porque quero voltar a ser feliz de novo’. É comum esse discurso dela”, afirmou a mãe.
O tio de Larissa também morreu de Covid, em julho de 2020. Sofia pegou a doença e foi sintomática, passando dias com febre em isolamento na casa da família. Larissa contou que moravam na mesma residência elas duas, sua mãe, Nizeide Maria Tavares Ferreira, de 65 anos, e seu pai.

“Ela [Sofia] teve sintomas, sim. As pessoas falam que criança não pega, mas ela sentiu forte. E todo mundo aqui em casa pegou a Covid. Meu pai faleceu. Então a vacina para a gente tem um significado muito grande”, declarou.
Larissa, que é trabalhadora da área da saúde, foi imunizada com a primeira dose ainda no início da campanha de vacinação do Recife, em março deste ano. Ela e a mãe já receberam a dose de reforço da vacina.

Mesmo com as flexibilizações que aconteceram no estado, como retomada do horário de funcionamento do comércio ao que era na pré-pandemia, reabertura de espaços públicos e autorização de shows e eventos, a família de Sofia segue com cuidado e praticando o isolamento social.

“Ela está indo para a escola presencialmente. Ela me diz que era feliz, mas hoje ela não consegue mais ser feliz na escola, porque não pode abraçar, não pode brincar… Isso me parte o coração, porque eu tento explicar a ela, para ela ficar mais calma, que é a regra, que tem que ser assim. Mas por mais que eu fale eu vejo como aquilo é difícil”, relatou a mãe.

Na capital pernambucana, o cadastro para crianças foi disponibilizado ainda em agosto deste ano.

O jornalista Geraldo Lélis, pai da pequena Clarice Lélis, de 5 anos, contou que assim que a plataforma foi aberta fez a inscrição da filha.

“A gente fez o cadastro logo que a prefeitura abriu a possibilidade, isso há alguns meses atrás. E fez com o intuito de, se por acaso tiver fila e o critério for a ordem de cadastro, a gente já estar lá logo para ocupar as primeiras posições da fila”, afirmou.

A mãe de Sofia, Larissa, também disse que já fez o cadastro da filha na plataforma municipal. “Assim que apareceu o cadastro eu fiz de imediato, e estamos na expectativa, porque não adianta eu estar vacinada, minha mãe também, mas ela exposta”, declarou.

A Secretaria de Saúde do Recife (Sesau) informou que até a manhã desta sexta-feira (17), 39.776 crianças entre 5 e 11 anos estavam cadastradas no Conecta Recife.

Por meio de nota, a secretaria disse que “segundo estimativa do Ministério da Saúde, baseada no IBGE [Insituto Brasileiro de Geografia e Estatística], a capital pernambucana tem 159.558 crianças nessa faixa etária”,

O cadastro pode ser feito por meio da ferramenta Conecta Recife, disponível no site ou como aplicativo para smartphones. Atualmente, todo o estado vacina adolescentes a partir de 12 anos contra a Covid.

No site, os responsáveis podem fazer o cadastro selecionando o grupo ao qual pertence a pessoa. Nesse caso, é o “público em geral – menor de 18 anos”.

É necessário anexar o documento oficial da criança, comprovante de residência em seu nome, documento oficial com foto do responsável pelo menos de idade e documento que comprove a filiação ou tutela.

Além disso, é preciso preencher o formulário que consta no sistema, informando o endereço, data de nascimento, nome completo da mãe, e-mail e telefone, CPF e se a pessoa a ser vacinada tem alguma necessidade especial que impossibilite o acesso ao ponto de imunização.

Depois disso, basta aguardar a abertura da campanha para a idade da criança. Na quinta-feira (16), por meio de nota, a Secretaria Estadual de Saúde afirmou que o governo “já tem pronta, desde o início da campanha de vacinação contra a Covid-19, toda a logística de distribuição das vacinas para os municípios, além de estar em contato permanente com os gestores municipais, realizando o apoio técnico necessário para sucesso das ações”.

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