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Eleições 2020
“Megafone da vontade povo”: Coletiva Juntas propõe mandato participativo na CMN
Candidatura coletiva do PSOL, formada por Camila Barbosa, Letícia Catu, Ariane Idalino e Cida Dantas, quer fazer da Câmara Municipal de Natal um espaço de participação popular e de defesa social; coletiva “Juntas” propõe políticas públicas para a defesa dos direitos das mulheres e ações para melhoria dos serviços públicos básicos
Redação
04/11/2020 | 05:37

A candidatura coletiva Juntas (PSOL) reúne quatros mulheres que representam setores da sociedade. Camila Barbosa, da causa feminista; Letícia Catu, do segmento estudantil; Ariane Idalino, da Pastoral da Juventude da Igreja Católica; e Cida Dantas, do momento trabalhista. E elas, juntas, querem ser o “megafone da vontade povo” na Câmara Municipal de Natal.

Concorrendo a uma das 29 vagas de vereadores na capital, a coletiva se apresenta como “a semente de esperança em meio à frustação e decepção dos natalenses” com a política local e nacional, como avaliam as quatro mulheres sobre o processo eleitoral.

“Ao invés da política ser ponte entre o problema e a solução coletiva deles, ela é usada como balcão de negócios e de moeda de troca para alguns grupos específicos. Por isso, queremos fazer a diferença, pois somos maior do que uma parcela que comanda a cidade”, comenta Camila.

Elas acreditam que para mudar tal realidade é necessário acabar com as oligarquias que estão há anos na Casa, buscando eleger pessoas que representam os verdadeiros interesses da população, especialmente os das mulheres.

“Temos apenas uma mulher negra na Câmara Municipal. Votando na gente, você elege quatro mulheres com um voto. É a certeza que a mulher será representada, e que você poderá atuar junto conosco, pois acreditamos na construção de um mandato coletivo feito com povo e para o povo”, destaca Letícia.

A coletiva Juntas evidencia que a coletividade é uma de suas marcas, já que desde a campanha a participação popular é significativa. Sem recursos financeiros, elas contam com a colaboração de pessoas que acreditam em suas, espacialmente na construção de um mandato popular e participativo.

“A pandemia nos mostrou que quando a política não nos representa, ela dificulta nossas vidas, a exemplo do que aconteceu com o auxílio emergencial. Se naquela época tivéssemos pessoas que, de fato, nos representasse, teríamos uma realidade bem diferente, sem tantas famílias sofrendo pela perde de um ente querido e amado”, reflete Camila.

Elas acreditam que a candidatura coletiva das Juntas faz história, não só por ser a primeira da capital inteiramente formada por mulheres, mas por ser integrada por pessoas que realmente vivem a cidade, principalmente os desafios da zona mais periférica, onde moram.

“Conhecemos a realidade deste chão, já que esperamos na parada danificada o transporte público, enfrentamos fila de hospital, sem plano de saúde, estudamos em escolas pública. Tudo isso dar autoridade para ocupar uma cadeira na Câmara”, afirmam em comum.

Os serviços públicos, inclusive, compõem a pauta de defesa das candidatas, porque elas entendem que o acesso público, gratuito e de qualidade à saúde e educação, por exemplo, beneficia toda sociedade e merece ser garantido, como determina a Constituição.

“Junto com o companheiro Sandro Pimentel buscamos entender os principais desafios de Natal para que apontemos o melhor caminho para o desenvolvimento social. Infelizmente, o Estado não chega nas periferias, ao contrário da violência que se faz presente. Estamos dispostas para criar políticas públicas que mudem essa realidade”, diz Cida.

A coletiva Juntas acredita que é urgente subverter a ordem vigente e que as eleições de 2020 é a oportunidade de colocar, de forma legítima, pessoas comuns em espaço de poder.

“Na pastoral falamos que onde pisam os pés, pensa a cabeça e o coração ama. Somos nós que pisamos no chão, que pensamos como povo e amamos viver na periferia, embora seja uma realidade muita dura. O eleitor tem que parar de falar que quer uma renovação e não a fazer. Para além de esperança, é preciso radicalidade. Acredite em alguém que vive os mesmos problemas que você para ser ouvido e representado”, expõe Ariane.

As candidatas acreditam que as eleições municipais de 2020 é a oportunidade de transformar Natal politicamente a fim descontruir com a participação do povo uma Natal mais digna para mulheres, pois “um mundo melhor para as mulheres é um mundo melhor para todos”.

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