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Coluna
Marcelo Hollanda: Economia não é um tema popular, mas deveria ser, já que todo mundo depende dele
Confira a coluna de Marcelo Hollanda desta terça-feira 25
Marcelo Hollanda
25/05/2021 | 09:05

Saudade do simples
Atribui-se ao saudoso Joelmir Beting o fim do economês em sua coluna diária do jornal em nome do bom português. O problema é que o hábito de complicar ainda mais o que já é complexo migrou para outras áreas. O futebol veja você!

Filósofo Tostão
Economia não é um tema popular, mas deveria ser, já que todo mundo depende dele. Tostão, o nosso craque da Copa de 70, escreveu recentemente que o futebol é complicado, as pessoas que teimam em achá-lo simples.

Complexidade
Economia e futebol são temas complexos, evolvem fundamentos técnicos, história, sociologia, política e estética. E evolução. Por isso mesmo tem gente especializada para falar e escrever sobre esses dois temas vibrantes.

Os achados de Ruy
Mas o belíssimo escritor e cronista Ruy Castro, autor de biografias como “A Estrela Solitária”, a triste trajetória de Mané Garrincha, acaba de descobrir ou pelo menos de nos comunicar que o “pedantês” acaba de dominar tudo, até o futebol.

Fala empolada
Se o palavreado dos ministros da economia nos dá engulhos até hoje, ouvir o que ouvimos durante as mesas de redondas de futebol escapam completamente do razoável. Veja o que Ruy – biografo de grandes personalidades brasileiras – achou.

Achados
Quem desarma o adversário e parte para o ataque “teve uma leitura adequada” do lance; times ofensivos virarão “propositivos”; os que jogam no contra-ataque são “reativos”. E uma pérola ouvida por Ruy é de estarrecer: alguma coisa “demandava percepção cognitiva”.

Economês
Ministros da Economia também têm essa mania, só que tudo para estes ou é “robusto” ou “adequado” para justificar as besteiras de suas políticas econômicas.

Nova Cepa
Para Ruy Castro, estamos diante de “uma nova cepa (epa!) do pedantês arcaico, o titês, criado pelo treinador Tite, da seleção. Nele, os antigos e velozes pontinhas dribladores tornaram-se os “extremos desequilibrantes”. Ou seja, na conclusão dele, o que era dar “dar conta do recado” foi promovido a “performar” e “os estudiosos conseguiram traduzir um tijolo em que se lia “sinapse no último terço”, mas não sabem o que significa”.

Tem mais
E por ai segue: “Ninguém mais é “forte” ou “resistente”, mas “resiliente”. O lindo e sensual “atraente” foi chutado do léxico pelo “atrativo”. E ‘audiência’ deixou de ser aquilo que se media para saber quem estava na escuta, tragada pelo inglês ‘audience’, que significa ‘platéia”.

Zaga dura
Seja como for, tem um baixinho gordinho na zaga da seleção brasileira disposto a obstruir todos os ataques do centro-avante Guedes. O nome dele é Rogério, cabra bom de bola, mas às vezes meio violento.

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