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Internacional
Manifestantes protestam em Santiago contra uma nova Constituição no Chile
"Rejeição, rejeição, não quero miséria. Não seremos Cuba nem Venezuela", gritou um homem com um megafone
Correio Braziliense
26/09/2020 | 18:07

Cerca de 300 pessoas se reuniram neste sábado 26 em um bairro nobre de Santiago para se manifestar contra a possível redação de uma nova Constituição no Chile e defender a atual Carta Magna, herdada da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

O manifestante acrescentou que não quer uma nova Constituição porque “não é disso que o Chile precisa”, já que a atual há 40 anos permitiu ao país “ser um exemplo na América Latina”.

Vários manifestantes usavam camisetas com o rosto de Pinochet, alguns até tinham emblemas com símbolos nazistas.

O presidente do Chile, o conservador Sebastián Piñera, não demonstra apoio público a nenhuma das opções.

Mas entre gritos de “não queremos ser marxistas” e com a canção “Libre” (1972) do espanhol Nino Bravo ao fundo, a coronel aposentada da Carabineros (polícia chilena), Cristina Muñoz, de 65 anos, considera o presidente como sendo um “inimigo” da opção de rejeição à uma nova Constituição.

“Votei no presidente Piñera. Jamais o faria de novo porque ele é um ser humano sem valores, os perdeu. Ele diz uma coisa e faz outra. Ele prometeu 10.000 coisas antes do seu mandato e não cumpriu nada. Hoje ele governa para a esquerda”, afirmou a manifestante à AFP.

Segundo estudo publicado na sexta-feira pela Universidade do Chile, 82% dos chilenos seriam a favor da elaboração de uma nova Constituição.

O texto foi foco de críticas durante os protestos contra a desigualdade, que eclodiram no país em 18 de outubro do ano passado, deixando cerca de trinta mortos e milhares de feridos e presos.

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