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Crise
Mais de 60 municípios do RN decretaram situação de calamidade em 2021
Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte aponta que pelo menos 61 das 167 prefeituras potiguares já publicaram sobre o estado de calamidade administrativa ou financeira em 2021
Redação
19/01/2021 | 09:18

Pelo menos 36% dos municípios do Rio Grande do Norte declararam situação de calamidade administrativa ou financeira, de acordo com o monitoramento realizado pela Federação dos Municípios do RN (FEMURN).

Segundo a instituição, 61 das 167 cidades potiguares já publicaram sobre o estado de calamidade, mas o número pode ser maior, uma vez que nem todos os entes municipais do Rio Grande do Norte utilizam o Diário Oficial dos Municípios, ferramenta da FEMURN, para suas publicações.

Além das ações de calamidade financeira, diversos municípios adotaram outras ações para contenção de gastos públicos. Em Parnamirim, cidade da Região Metropolitana de Natal, foi decretada a contingência de 10% dos valores totais de todas as unidades orçamentárias. A ação foi tomada pelo prefeito de Parnamirim Rosano Taveira (PRB) no início de janeiro.

Segundo decreto que detalha os valores de cotas mensais de despesas, os recursos podem ser liberados através de solicitação do secretário responsável pela unidade orçamentária e de acordo com o posicionamento financeiro da Secretaria Municipal de Planejamento e Finanças.

A suspensão das férias e licenças dos servidores da administração pública de Pau dos Ferros, até 30 de junho, decretada pela prefeita Marianna Almeida (PSD). Em Mossoró, o prefeito eleito, Allyson Bezerra (SD), suspendeu horas extras e diárias de viagens.

O prefeito do município de São Tomé e atual presidente da FEMURN, Anteomar Pereira da Silva, afirma que há muitas dificuldades para os novos gestores, e a principal delas é a geração de empregos. “Nesse início de governo todos os prefeitos estão passando por muita dificuldade, cobrança de emprego, a prefeitura precisa ofertar os serviços e buscar parcerias para que se gere empregos através de empresas e indústria nesses municípios”, afirma.

Para Anteomar, uma das soluções para geração de renda e recursos é a indústria têxtil no estado. “Na região do Seridó isso é uma coisa que já existe. Estamos tentando expandir para outras regiões aquelas facções têxteis que foram criadas pelo Pró-Sertão na região Potengi. Estamos começando a divulgar e a difundir essa indústria têxtil para que também gere emprego nas outras regiões, é uma das saídas que nós estamos encontrando para o momento” explicou o prefeito.

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