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Coluna do Agora
“Mãe de todas as delações” põe Brasil novamente na incerteza
Confira os destaques da Coluna do Agora, publicada na edição desta sexta-feira, dia 19 de maio de 2017, do Agora Jornal
Redação
20/05/2017 | 09:26

Pouco mais de um ano depois de Michel Temer (PMDB) assumir a Presidência, após aquela que parecia ser o maior trauma da jovem democracia brasileira – o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), uma delação bombástica – capaz de desestabilizar mercados e pôr em xeque a estrutura da República – joga novamente o país num caldeirão de dúvidas. O que virá depois da revelação (carente de comprovação ainda, é bem verdade) de que o presidente deu anuência para que uma empresa – unha e carne com o Governo – pagasse pelo silêncio de um ex-deputado preso por corrupção? Há clima para Temer – O Reformista – continuar no poder e dar seguimento à condução de mudanças tão essenciais como as da Previdência e a trabalhista, tidas pelo setor produtivo como cruciais para a retomada da economia? Acredito que não. Mas quem poderá responder é a Justiça e o próprio Congresso Nacional, este também jogado na lama. Enquanto isso, o dólar dispara, a bolsa de valores despenca e a fagulha de credibilidade que o país voltara a adquirir volta a ruir. Tempos difíceis e imprevisíveis. A única certeza do momento é a incerteza total e absoluta.

>> Sem condições. Oposição contundente ao governo de Michel Temer, Fátima Bezerra (PT) ocupou a tribuna do Senado ontem à tarde para pedir a renúncia imediata do presidente. “Se você já não tinha condições morais e políticas para governar o país, pois entrou pela porta dos fundos, agora tenha um gesto de dignidade e apresente sua carta de renúncia”, pediu a petista.

>> Diretas já. A senadora ressaltou ainda que a população não vai aceitar eleições indiretas caso a saída de Temer se concretize. “Nós estaremos de braços dados com as ruas”, exigindo eleições diretas para presidente, disse a senadora.

>> Omissos. Enquanto a senadora Fátima Bezerra protesta contra o governo e critica fortemente o escândalo da JBS, por outro lado, os governistas Garibaldi Alves Filho (PMDB) e José Agripino Maia (DEM) permanecem em silêncio. O peemedebista não soltou uma notinha sequer.

>> Pulando do barco. Aumentou, e muito, a possibilidade de o PSDB deixar o governo Temer. Interlocutores avaliam que não há o menor clima para continuar na base de sustentação do peemedebista, que sofre, com a delação da JBS, o maior desgaste político desde que chegou ao poder.

>> Leilão reverso. A Câmara Municipal de Parnamirim aprovou, em primeira votação por 16 votos a 1, o projeto de lei 34/2017, de autoria do Poder Executivo, que autoriza a prefeitura a praticar uma espécie de “leilão reverso”. A proposta permite que o município negocie com credores desconto em dívidas. O prefeito Rosano Taveira (PRB) estima uma economia de R$ 20 milhões com o processo. A proposta voltará a plenário para votação definitiva na segunda-feira 22.

>> Não é para tanto. Apesar de descontentes com a falta de comunicação à Câmara no episódio em que tanto o prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) quanto o vice Álvaro Dias (PMDB) viajaram por dez dias para o exterior e deixaram a cidade sem comando no Executivo, vereadores pregam cautela e não defendem abertamente a cassação do pemedebista, que vem sendo responsabilizado no caso. “Não é o caso”, afirma Ney Lopes Júnior (PSD), líder do governo.

>> Apressado. Corre à boca pequena o comentário de que o presidente da Câmara parnamirinense, Irani Guedes (PRB), articula a antecipação da eleição para a Mesa Diretora que só deveria acontecer no início de 2019 para o biênio que se encerra em 2020. A intenção de Irani seria já garantir a reeleição agora, assim como Ezequiel Ferreira fez na Assembleia Legislativa.

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