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Serial killer
Mãe de Lázaro não acompanhará enterro: “Dor é cada dia pior”
O corpo do maníaco já está liberado pelo IML da capital de Goiás, mas é preciso que um parente de primeiro grau faça a retirada
Metrópoles
30/06/2021 | 10:58

A mãe do maníaco Lázaro Barbosa, 32 anos, confirmou ao Metrópoles que não acompanhará o enterro do filho. Eva Maria de Souza, 51, mora em Barra do Mendes, na Bahia, e afirmou não ter condições emocionais de viajar para participar do sepultamento. “A dor é cada dia pior”, contou.

O corpo de Lázaro já está liberado pelo Instituto Médido Legal (IML) de Goiânia (GO), mas é preciso que um parente de primeiro grau faça a retirada.

A tia de Lázaro, Zilda Maria de Souza, disse que o advogado Wesley Lacerda deve cuidar dos trâmites. O defensor ressaltou à reportagem que presta auxílio à família por questão de caridade. “Optaram por fazer uma cerimônia fechada e somente para familiares. A data e o local não serão divulgados”, afirmou Wesley.

O serial killer foi morto após trocar tiros com integrantes da Polícia Militar de Goiás (PMGO). O confronto ocorreu na manhã de segunda-feira (28/6), em Águas Lindas (GO), e colocou fim numa caçada que durava 20 dias e mobilizou uma verdadeira ação de guerra.

Chacina

Lázaro é suspeito de ter cometido uma série de crimes no período que antecedeu a chacina de quatro membros de uma família no Incra 9, em Ceilândia, em 9 de junho último. Em duas propriedades rurais, em Edilândia e Girassol, foram pelo menos três homicídios, relatou ao Metrópoles o dono de uma fazenda na região.

O homem, que pediu para não ser identificado, afirma que Lázaro matou a tiros seu caseiro e o cunhado dele na noite de 27 de abril deste ano. Depois de render a família e matar os dois, o criminoso fugiu levando uma espingarda e três celulares.

“O José (caseiro) estava conversando com o Valmir (cunhado do caseiro), que veio visitar a irmã justamente naquele dia, e aí apareceu o Lázaro. Ele invadiu a fazenda pela mata e rendeu todo mundo, a mulher do caseiro, os quatro filhos pequenos, e deu os tiros na frente da mulher e das crianças.”

O fazendeiro declarou que seu funcionário chegou a reconhecer Lázaro como autor dos disparos, quando a polícia mostrou uma foto do suspeito, ainda no primeiro atendimento, na propriedade rural. O caseiro chegou a ser levado ao Hospital de Base, onde veio a falecer.

Segundo o dono da fazenda, Lázaro também matou o caseiro de uma fazenda em Girassol. Conhecido pelo apelido de Japão, Ricardo Ossamu Araki morreu atingido por um tiro no pescoço na madrugada de 5 de junho, quatro dias antes da chacina no Incra 9.

O dono da fazenda disse que o maníaco era conhecido na região e costumava invadir os espaços rurais para roubar, matar e estuprar. Segundo ele, muitos donos de terras acabaram vendendo seus imóveis e se mudaram dali por medo do Lázaro.

“Ele vivia botando o terror por essas redondezas fazia anos. Antes eram ele e o irmão. Aí mataram o irmão e ele passou a agir sozinho. Ele cresceu ali, morou muito tempo, conhecia a mata como a palma da mão. Sabia como invadir as fazendas e fugir sem deixar rastro”, afirmou o produtor rural.

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