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Análise
Mãe de Henry e Suzane Richthofen: o ponto em comum no plano de defesa
Procurador do processo contra Suzane von Richthofen analisa qual é a semelhança na estratégia de defesa com o caso do menino Henry Borel
Metrópoles
16/12/2021 | 16:10

Responsável pelo processo criminal movido contra Suzane von Richthofen, que matou os pais, o procurador Nadir Campos Júnior vê semelhanças ao menos na estratégia de vitimização utilizada por Suzane e por Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel.

A semelhança de estratégia ocorre pelo fato de a defesa de Monique ter se dedicado, depois da prisão dela em abril deste ano, a apresenta-la como vítima da conduta e das ações do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o “Dr. Jairinho”, o ex-namorado que é acusado de ter provocado a morte do menino Henry Borel após inúmeras sessões de tortura.

No entendimento do procurador, a semelhança existe porque Suzane também alegou que foi vítima da conduta do seu namorado à época, Daniel Cravinhos. Nessa estratégia, Suzane tentou alegar que não foi responsável por articular o assassinato de seus pais, tentando transferir a responsabilidade apenas para o namorado. A versão não foi considerada fidedigna, pois a investigação encontrou provas para desmontar essa versão.

“Suzane não só em uma das teses alegava que tinha sido escrava sexual do Daniel Cravinhos, como também alegava que teria sido seviciada pelo próprio pai”, relembra o procurador.

Como estratégia de concentrar em Jairinho a responsabilidade pela morte do menino Henry, a defesa de Monique solicitou que fossem convocadas como testemunhas de defesa duas ex-namoradas de Jairinho, para explorar nos depoimentos como era o comportamento e a personalidade do ex-vereador.

A ideia, no entanto, não prosperou. Nenhuma das duas compareceu para testemunhar na audiência realizada nessa quarta-feira (15/12).

No cenário mais favorável a Monique, ela tenta que a Justiça não considere que ela assumiu responsabilidade ou risco de seu filho ser morto por Jairinho.

“Pelo que tem ali, há uma autoria por parte do doutor Jairinho e há uma participação, ainda que não desejando a morte, da Monique. Se ela assumiu risco desse resultado (a morte), não intervindo, não atuando como mãe, ela acabou agindo com dolo eventual, que é quem assume risco de produzir um resultado”, avalia o procurador.

Caso a juíza Elizabeth Machado Louro, da 2ª Vara Criminal do Rio, entenda que há indícios de autoria e responsabilidade de Jairinho e Monique em provocar a morte de Henry, o ex-casal será levado posteriormente ao tribunal de júri, onde, só nessa etapa, jurados irão decidir se atribuem, ao fim, responsabilidade pela morte do menino.

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