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Declaração
“Lamentavelmente eu tenho que dizer que ele se comporta como um genocida”, diz Lula sobre Bolsonaro
Em entrevista à Rádio Tupi, o ex-presidente falou sobre a atual gestão de Bolsonaro na pandemia e sobre sua possível candidatura em 2022 - em decisão recente do STF, Lula teve sua condenação anulada e pode concorrer à presidência
O Dia
21/05/2021 | 14:05

Na manhã desta sexta-feira 21, o ex-presidente Lula (PT), em entrevista à Rádio Tupi, teceu duras críticas à gestão de Bolsonaro (sem partido) durante a pandemia. Lula afirmou que derrotar o atual presidente nas urnas é um trabalho que será feito pelos eleitores brasileiros, mas que ainda não decidiu sobre sua candidatura. Em pesquisa divulgada pelo EXAME/IDEIA nesta sexta, Lula aparece como único candidato a vencer o atual presidente nas urnas em 2022 – o petista venceria no segundo turno por 47% a 37%.

“Quem vai derrotar o Bolsonaro não é o Lula. Quem vai derrotar o Bolsonaro e os milicianos dele é o povo brasileiro que quer outra vez democracia, que quer voltar a trabalhar, que quer voltar a tomar café, almoçar e jantar todo dia”, afirmou o ex-presidente.

Lula também criticou a postura de Bolsonaro em relação ao enfrentamento da pandemia e afirmou que o discurso do atual presidente era dirigido às milícias.

“Ele até hoje faz piada com covid e ele não tem nenhum respeito pelos parentes dos 440 mil brasileiros que já morreram. Lamentavelmente eu tenho que dizer que ele se comporta como um genocida e o discurso dele é um discurso de miliciano”, criticou.

O petista falou sobre as estratégias para driblar a atual crise gerada por conta da pandemia e criticou a falta de empenho na compra de vacinas – processo que está sendo investigado pela CPI da Covid.

“Nós estamos defendendo, primeira coisa: a vacina. Segunda coisa: auxílio emergencial de R$ 600,00 para todo mundo, porque o povo está passando fome. Depois, ter uma política de crédito para pequenos e médios empreendedores manterem os seus comércios funcionando. E depois uma política de investimento em infraestrutura para que a gente possa voltar a crescer e gerar emprego. Isso é o mínimo que um presidente da república deveria ter feito”, explicou.

O ex-presidente também criticou duramente as atuais estratégias de privatização durante a gestão de Bolsonaro e afirmou que as vendas de estatais representam a falta de criatividade do governo para criar políticas de desenvolvimento econômico.

“O Brasil é um país grande, não tem que vender o seu patrimônio. Não tem que vender a Eletrobrás, não tem que vender os Correios, não tinha que vender a Embraer, não tem que vender a Petrobras. Esse país precisa de indústrias muito fortes para que a gente possa induzir o desenvolvimento econômico, o investimento em pesquisa”, afirmou.

Lula também falou contra a política externa de Bolsonaro e voltou a criticar os desdobramentos da operação Lava Jato, que resultaram em sua prisão. Além disso, apesar de não confirmar sua candidatura em 2022, contou que está “livre, leve e solto” para viajar o país.

“No fundo, aquele processo da Lava Jato, tão famoso, causou no Brasil 4,4 milhões desempregados e deu um prejuízo ao setor produtivo de 172 bilhões. Eu tô aqui livre, leve e solto para poder continuar viajando o Brasil, para continuar dizendo ao povo: é possível a gente construir um país grande (…) ninguém tem que mendigar um prato de comida nesse país”, concluiu o ex-presidente.

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