A greve dos servidores públicos da saúde em Natal foi suspensa por decisão judicial na tarde desta quarta-feira 17. O desembargador João Rebouças, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), acatou o pedido da Prefeitura do Natal para encerrar a paralisação.
A ordem judicial estabelece que, em caso de descumprimento, os dirigentes do Sindicato dos Servidores da Saúde (Sindsaúde) podem ser multados em R$ 5 mil por dia, com limite de R$ 100 mil, além de outras sanções de natureza civil, criminal e administrativa.

Os servidores da saúde de Natal iniciaram a greve na última terça-feira 16, reivindicando: reajuste salarial; cumprimento da data-base; implantação e pagamento retroativo de gratificações; adicional por tempo de serviço e fim do corte de gratificações.
O desembargador destacou a gravidade da situação, especialmente devido ao quadro endêmico de dengue que a cidade enfrenta. O prefeito Álvaro Dias decretou estado de emergência por causa da doença em 2 de março.
Apesar da suspensão da greve, João Rebouças recomendou à Prefeitura de Natal que busque negociar com os servidores a fim de resolver as questões em disputa.
Sindsaúde: “ação truculenta”
Em assembleia de urgência, o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde/RN) decidiu acatar a decisão do Tribuna de Justiça, mas classificou a determinação como “truculenta”. Diante da suspensão da greve, os servidores grevistas foram orientados a retornar aos locais de trabalho para o cumprimento de suas jornadas de trabalho. “Apesar de não concordarmos com a decisão, suspendemos a greve para que ninguém seja prejudicado”, afirmou Érica Galvão do Sindsaúde/RN.
No entanto, o Sindicato prometeu não aceitar calado a decisão, que considera “autoritária”, e agendou uma nova assembleia, para a próxima terça-feira 23, às 9h, em frente ao prédio da Prefeitura de Natal, onde afirmou que será dada uma “resposta a essa gestão truculenta”. As informações foram publicadas em nota nas redes sociais do Sindsaúde/RN.