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Feminicídio
Laudo aponta que ex-marido deu 16 facadas para matar juíza na frente das filhas
Viviane levava as três filhas para passar a data na companhia do pai, o engenheiro Paulo José Arronenzi. As crianças presenciaram o crime
UOL
27/12/2020 | 16:58

A juíza Viviane Arronenzi, 45, morreu após sofrer um corte na veia jugular localizada no pescoço. De acordo com o laudo cadavérico da vítima feito pelo IML (Instituto Médico Legal) do Rio de Janeiro, ao todo foram 16 ferimentos causados por faca.

A maioria deles no rosto e na cabeça e houve também perfurações nas costas. A informação foi publicada pelo jornal O Globo e confirmada pelo UOL.

A magistrada foi morta pelo ex-marido, às 18h da quinta-feira (24) — véspera de Natal. Viviane levava as três filhas para passar a data na companhia do pai, o engenheiro Paulo José Arronenzi, de 52 anos. As crianças presenciaram o crime.

No exame cadavérico feito no IML, os peritos identificaram ainda que a vítima tinha um ferimento na mão esquerda, o que pode indicar uma tentativa de defesa. O corpo ainda apresentava equimoses – manchas roxas e escoriações nas costas que sugerem que a vítima pode ter sido arrastada.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro encontrou três facas na mochila de Paulo. No entanto, a que foi usada no dia da morte ainda não foi localizada. Os investigadores acreditam que o crime tenha sido premeditado.

Avó materna fica com a guarda das crianças

O plantão judiciário de Niterói concedeu ontem a guarda das crianças para a avó materna das meninas. O presidente da Associação dos Magistrados do Rio de Janeiro, Felipe Gonçalves, disse que as crianças estão muito abaladas.

Paulo foi preso em flagrante pela Guarda Municipal na quinta-feira. Ele precisou de atendimento no hospital Municipal Lourenço Jorge, também na Barra da Tijuca, devido a um corte na mão e optou por ficar em silêncio quando interrogado na Delegacia de Homicídios da capital.

Em audiência de custódia, realizada ontem, o engenheiro teve a prisão em flagrante convertida em preventiva e foi encaminhado para uma unidade prisional do Complexo de Gericinó, em Bangu, na zona oeste.

Em setembro, Viviane já havia registrado um boletim de ocorrência contra o ex-marido pelos crimes de lesão corporal e ameaça. Nos meses de outubro e novembro, ela chegou a circular com escolta concedida pelo Tribunal de Justiça do Rio. No entanto, posteriormente a juíza pediu para suspender o serviço de proteção por avaliar que não era mais necessário.

Viviane Arronenzi foi velada e cremada na manhã deste sábado no Cemitério da Penitência, no Caju, na zona portuária do Rio. A juíza e o engenheiro se separaram neste ano, depois de 11 anos de casados.

Viviane integrava a Magistratura do Estado do Rio de Janeiro havia 15 anos. Atualmente trabalhava na 24ª Vara Cível da Capital. Antes, ela atuava na 16ª Vara de Fazenda Pública.

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