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Levantamento
Jovens entre 15 e 24 anos lideram registros de mortes violentas no RN
Pesquisa divulgada pelo IBGE mostra que de cada dez pessoas mortas por causas não naturais no estado, três são jovens entre 15 e 24 anos, ficando apenas atrás da Bahia (31,5%) e Alagoas (31,3%)
Redação
10/12/2020 | 07:00

Para entender o Rio Grande do Norte sob os mais variados aspectos sociológicos, a pesquisa Estatística do Registro Civil, realizada anualmente pelo IBGE, é um achado. Nela, há tudo sobre os cidadãos: nascimento, casamento, divórcio e óbito.

A pesquisa divulgada esta semana e referente a 2019, mostra que de cada dez pessoas mortas por causas não naturais no estado, três são jovens entre 15 e 24 anos, ficando apenas atrás da Bahia (31,5%) e Alagoas (31,3%).
No total, 1.752 pessoas perderam a vida violentamente, entre elas, 518 justamente na faixa etária de 15 a 24 anos, segundo os dados da pesquisas Estatísticas do Registro Civil 2019.

Na comparação com todas as unidades da federação, essa é a sexta maior proporção, pois, fora da região Nordeste, somente Amapá (41,2%), Amazonas (32,9%) e Rio de Janeiro (31,4%) superaram o RN nessa perspectiva. Curiosamente, isso não impediu o estado de obter a segunda maior redução do total de mortes violentas entre 2018 e 2019: 20,5%.

Em 2018, aconteceram 2.204 mortes de causas não naturais, 452 mortes a mais na comparação com 2019. Só Distrito Federal (22%) e Ceará (24,8%) tiveram reduções proporcionais maiores.

Nascimentos

O mesmo levantamento mostrou que o RN teve a segunda maior redução de nascimentos do Brasil em 2019: 45.488 crianças nasceram e foram registradas no mesmo ano. Em 2018, foram 47.754 nascidos e registrados no estado.

Os 2.266 nascimentos a menos do período representam uma redução de 4,7%, a segunda maior do Brasil. Apenas o Rio de Janeiro (5,4%) teve uma diminuição mais expressiva no período. Isso representa 99,52% de todos os bebês nascidos no estado em 2019. A pesquisa mostra que essa é a segunda maior proporção do Nordeste, ao lado de Alagoas (99,52%) e atrás somente de Pernambuco (99,56%).

Ainda segundo as estatísticas do Registro Civil do estado, 81 nascidos tiveram seu parto em casa e 131, em outro lugar. Em todas as unidades da federação, mais de 96% dos nascidos tiveram seus partos em hospitais. No Nordeste (98,56%) e Brasil (98,99%), as médias são semelhantes.
Para o Registro Civil, a designação de hospital é ampla e inclui estabelecimentos de saúde sem internação.

Em 2018, o Rio Grande do Norte teve 721 nascimentos não registrados naquele ano nem nos três primeiros meses de 2019. Essa estimativa de sub-registro representa 1,49% dos nascimentos de 2018 no estado. O percentual é o segundo menor do Nordeste. Apenas a Paraíba (1,28%) tem uma proporção inferior.

O percentual de sub-registros potiguar está abaixo da média do Brasil (2,37%) e do Nordeste (3,2%). Apenas cinco dos sete estados do Norte do Brasil apresentam resultados acima deste índice.

Casamentos mais curtos

No RN, tempo médio de casamento caiu três anos e meio entre 2009 e 2019. O tempo médio nas uniões entre cônjuges de sexo oposto é de 15,7 anos no Rio Grande do Norte conforme dados de 2019.

Em 2009, os casamentos duravam 19,3 anos, em média. São 3,6 anos a menos de duração no decorrer de uma década. O tempo médio também diminuiu no Brasil (3,7 anos) e no Nordeste (3,6 anos) no mesmo período analisado.

Por outro lado, cresceram casamentos de pessoas do mesmo sexo no estado na contramão do resto do país em 2019 em relação ao ano anterior. Entre mulheres, foram 71 uniões, um crescimento de 2,8%. Entre homens, foram 53 uniões, 17,7% a mais que em 2018. No Brasil, houve uma redução de 4,9% em 2019 em relação a 2018.

Enquanto isso, no resto do país, o número de registros de casamentos teve uma redução de 2,7% entre 2018 e 2019 – de 1.053.467 passou para 1.024.676). Segundo os analistas do IBGE, essa queda vem sendo observada anualmente desde 2016.

Do total de matrimônios registrados no Brasil, 9.056 ocorreram entre pessoas do mesmo sexo e o número deste tipo de casamentos, após crescer 61,7% entre 2017 e 2018, teve um recuo de 4,9 % de 2018 para 2019.
Por outro lado, os divórcios também tiveram queda (0,5%), passando de 385.246 em 2018 para 383.286 em 2019. Os casamentos, porém, estão durando menos do que há dez anos. Em 2009, o tempo médio entre a data do casamento e a data do divórcio era de 17,5 anos e, em 2019, essa média caiu para 13,8 anos.

Vida e morte

Em 2019, um homem de 20 anos no Brasil tinha, aproximadamente, nove vezes e meia mais chance de não completar os 25 anos do que uma mulher, ainda segundo o IBGE. Em 1988, 31 anos antes, este valor era 7,3, o que configura um crescimento de 30,1% no período.
Nesse grupo etário, avaliaram os estatísticos, os homens têm muito mais probabilidade de morrer de causas não naturais do que as mulheres.

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