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Coluna
Jair Bolsonaro anunciou que vetará aumento da despesa com as campanhas eleitorais
Confira a coluna de Marcelo Hollanda desta quarta-feira 21
Marcelo Hollanda
21/07/2021 | 07:58

Financiamento público, antes não existisse

O presidente Jair Bolsonaro anunciou que vetará o aumento da despesa com as campanhas eleitorais projetadas para R$ 5,7 bilhões e aprovado pelo Legislativo na semana passada como parte da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Dirão muitos que se trata de um ato patriótico de um autêntico patriota, embora os partidos que estejam favoráveis à ampliação do dinheiro briguem por um patamar mínimo de R$ 4 bilhões. E, até que se prove o contrário, eles mandam no País.

Sendo bem sucedida a intervenção do presidente, no entanto, é provável que o repasse caia para R$ 2,197 bilhões, pelas projeções feitas no Congresso.

Assim, Bolsonaro agradou suas bases e a grupos que em passado recente lutaram contra a presença de recursos privados nas campanhas eleitorais, comparado-os à corrupção do caixa dois.

Não é segredo nem para as pedras da rua que não será a presença de dinheiro público que evitará financiamentos ilegais de candidatos, especialmente nos municípios brasileiros – e nós temos milhares deles no Brasil.

Tampouco se desconhece o fato que nem dois ou cinco ou seis bilhões de Reais seriam insuficientes para dar conta desses gastos tamanha a quantidade de candidatos e despesas existentes num pleito desse tamanho.

O correto seria que não houvesse gasto público nenhum com eleições e ficasse com a iniciativa privada primordialmente o direito de realizar doações desde que devidamente registradas e fiscalizadas por órgãos externos de controle.

É assim em quase todas as democracias do mundo, exceto aqueles que têm dúvidas acerca da própria origem.

Quando o dinheiro público fica pequeno diante das necessidades eleitorais, a triste notícia é que se inaugura (ou reinaugura) a avenida para o dinheiro do crime organizado, cuja representação tem crescido no País como ferrugem: de dentro para fora, do interior para as capitais.

A ideia do Estado patrocinando políticos profissionais pulverizados em dezenas de partidos políticos, mas infelizmente já endossada pelo Supremo, é uma ideia infeliz em sua base.
Atende o moralismo se esquecendo da realidade.

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