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Diagnóstico
Intervenção precoce é fundamental para desenvolvimento de autistas
Psicólogo explica que a intervenção deve começar a partir do momento em que são detectados os primeiros déficits no desenvolvimento da criança
Redação
30/10/2020 | 10:38

Por sua complexidade, o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) ainda é um processo que demora a ser concluído, principalmente quando se trata de crianças muito novas. Por este motivo, é necessário iniciar a intervenção o quanto antes, para diminuir os prejuízos ao seu desenvolvimento.

O psicólogo do Núcleo Desenvolve Gleison Sousa explica que a intervenção deve começar a partir do momento em que são detectados os primeiros déficits no desenvolvimento da criança. “Como não existe uma faixa etária específica para o surgimento dos primeiros sinais, é importante que o acompanhamento médico faça parte da rotina das famílias”, afirma.

Para Gleison, é essencial que haja constante avaliação profissional da evolução da criança de acordo com os marcos do desenvolvimento humano. “Alguns sinais podem ser um alerta, como contato visual empobrecido, não se atentar ao seu nome quando chamado, riso disfuncional, interesse restrito, movimentos estereotipados etc.”.

O psicólogo destaca, ainda, que o atraso no diagnóstico e na intervenção pode acarretar maiores prejuízos ao desenvolvimento da criança. “É como se os déficits fossem raízes: quanto mais o tempo passa, mais profundas ficam”, compara. “Estas raízes podem ser os comportamentos inadequados, maior dificuldade na comunicação e socialização ou inflexibilidade comportamental, dentre outras”.

No Núcleo Desenvolve, a intervenção acontece a partir de uma avaliação multiprofissional que busca mapear não apenas déficits da criança, mas também o repertório comportamental já existente. “Trabalhar com a intervenção em ambiente natural estimula e ensina a criança de acordo com a sua realidade de vida e cultura familiar”, explica Gleison.

Por isso, também é tão importante o envolvimento da família na rotina das pessoas autistas. “A atuação no ambiente natural aumenta a participação de todos os envolvidos com a criança na intervenção”, ressalta. “Quando isto acontece, nota-se uma rapidez na aquisição, manutenção e generalização dos novos comportamentos que estão sendo trabalhados”.

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