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Repercussão
‘Infelizmente, tem esse movimento feminista… Há mulheres que nem são mulheres’, critica Robinho
Jogador falou ao UOL, não comentou detalhes dos grampos, mas criticou onda feminista; protestos pressionaram clube a suspender contrato
O Globo
17/10/2020 | 17:26

Em entrevista ao site UOL, o jogador Robinho, condenado em primeira instância na Itália por estupro coletivo, pouco esclareceu sobre o caso e sobre as transcrições dos diálogos dele com os outros envolvidos no crime e vazados nesta sexta-feira. Mas, em um dos trechos da conversa, que segundo o site, foi recheada de intervenções de seus assessores e advogados, Robinho criticou o movimento feminista:

“Infelizmente, tem esse movimento feminista… Muitas mulheres, às vezes nem são mulheres para falar o português claro”. Nos últimos dias, uma onda de protestos tomou conta da internet, muitos iniciados por movimento de mulheres, que culminou na suspensão do contrato com o jogador.

Na entrevista divulgada pelo UOL, o jogador detalhou sua relação com a vítima naquele dia de 2013: “A gente teve uma relação homem e mulher, dela me tocar e eu tocar nela, porque ela quis e eu também quis, mas não cheguei a fazer sexo com ela, sem penetração, nada disso”.

Disse também que se arrepende de ter “traído a esposa”. O jogador foi instruído a não comentar individualmente trechos da sentença que foram vazados e que, segundo ele, foram traduzidos de forma errada para o italiano.

Mas disse que não estava na boate quando os amigos tiveram relações com a vítima. Disse que viu que eles estavam com ela, mas que lhe contaram no dia seguinte que transaram com a moça com o consentimento dela. “Estou me defendendo. Se eles fizeram algo com ela, eu não posso falar por eles. Sei o que fiz e com o consentimento dela”.

“Olha, tem muitas coisas que estão fora de contexto e que eu gostaria de te dar uma entrevista de uma forma mais ampla e explicar exatamente o que aconteceu. Mas como isso está em segredo de justiça, eu não posso falar exatamente. Gostaria muito de falar, mas isso pode ser que me prejudique. Eu confio na Justiça italiana. Não posso te responder exatamente. Mas certeza, sem sombra de dúvidas, que muita coisa saiu fora de contexto”.

Robinho também negou ter oferecido bebida alcoólica à mulher e questionou o estado de embriaguez alegado pela vítima. “Quando ela se aproximou de mim, ela não estava embriagada, até porque ela lembra do meu nome, lembra quem sou eu. A pessoa que bebe não lembra de nada. Ela lembra. O fato dela ter saído depois para outra discoteca com os garotos, isso mostra que ela não foi abusada. A pessoa que recebe um abuso, nunca recebi e ninguém da minha família, graças a Deus, que é algo muito sério, ela jamais sairia dali para ir para outro lugar com esses mesmos garotos”, relatou, lembrando que responde apenas por ele e não pelos amigos.

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