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Violência
Homem suspeito de matar e praticar canibalismo é julgado e não esboça reação
Stefan R, 41, não mostrou reação ao ser acusado de matar homem de 43 anos que conheceu em um site de relacionamento
AFP
10/08/2021 | 20:28

O julgamento de um professor de 41 anos, suspeito de assassinato e canibalismo, começou nesta terça-feira, 10, em Berlim, capital da Alemanha. Durante a audiência, o acusado, identificado pelas autoridades apenas como Stefan R. não se comoveu com as acusações nem se manifestou.

O Ministério Público o considera suspeito de “homicídio sexual com circunstâncias agravantes”. Ele teria matado outro homem de 43 anos há cerca de um ano em seu apartamento “de forma desconhecida” e, em seguida, comido partes da vítima.

Os dois teriam se conhecido pouco antes em um site de namoro online.

A audiência foi interrompida a pedido da defesa, que censurou a acusação por não ter apresentado todo o processo ao tribunal. O juiz adiou a audiência por uma semana.

Corpo estava em parque

Os fatos foram descobertos em novembro, depois que restos mortais humanos foram encontrados por transeuntes em um parque no norte de Berlim. A investigação confirmou que os restos mortais eram do homem desaparecido.

Ao analisar o telefone da vítima, os investigadores conseguiram identificar um motorista de táxi que a levou até a casa do réu.

A polícia encontrou vestígios de sangue, outras partes do corpo e vários instrumentos, especialmente uma serra de osso, no apartamento do suspeito. Segundo a mídia alemã, trata-se de um professor de matemática e ciências físicas de uma escola secundária do bairro de Pankow, a nordeste da capital.

Sua suposta vítima, um funcionário da construção civil de 43 anos, estava desaparecido desde o início de setembro.

O caso lembra o de Detlev Günzel, ex-comissário da polícia, considerado culpado de ter matado e esquartejado, a pedido da vítima, um homem que conheceu em um site de fetichistas da antropofagia.

Ainda não há nenhuma prova de que a vítima foi comida.

Outro caso que chocou a Alemanha no início dos anos 2000 é o de Armin Meiwes, apelidado de “o canibal de Rotenburg”, condenado à prisão perpétua em 2006 por um assassinato seguido de canibalismo.

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