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Violência
Homem que matou mulher com 48 golpes de tesoura é condenado
Sentença do Tribunal do Júri acontece dois anos após o crime. Alan Fabiano Pinto matou a ex-namorada com tesouradas
R7
02/12/2021 | 17:26

O Tribunal do Júri de Brasília condenou o vigilante Alan Fabiano Pinto de Jesus, 47 anos, a 24 anos de prisão. Ele é acusado de matar a ex-namorada, a servidora do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Luciana de Melo Ferreira, com 48 golpes de tesoura. O crime aconteceu em 21 de dezembro de 2019, no apartamento em que Luciana morava, no Sudoeste.

A sentença considerou qualificadoras contra o ex-namorado da vítima: uso de meio cruel, modo que impossibilitou defesa da vítima, motivo torpe e feminicídio. A defesa informou que vai recorrer da decisão. “Respeitamos a conclusão a que os jurados chegaram, porém entendemos que a mesma é contrária a prova existente no processo”, comentou.

“Mulheres, guardem bem esse rosto! Alan Fabiano Pinto de Jesus foi condenado a 24 anos de prisão em regime fechado. Assassinou brutalmente a nossa querida Luciana de Melo. Frio, manipulador, dissimulado, covarde, desferiu 48 tesouradas na vítima, e teve a pachorra de alegar que ela se suicidou! Motivo: não aceitou o término do relacionamento”, comentou a advogada da família de Luciana, Daniele Tamanini.

O crime

Alan e Luciana tiveram um relacionamento de quatro meses. De acordo com a denúncia, o vigilante, na época com 45 anos, entrou no prédio onde Luciana vivia após conseguir abrir a porta com uma senha, duas horas antes do crime. O apartamento estava vazio, e câmeras de segurança registraram Alan caminhando nos corredores com o rosto coberto. Ele esperou escondido nas escadas até que a vítima chegasse.

Ele conseguiu entrar no apartamento de Luciana e deixou o local 17 minutos depois, levando uma bolsa de cor escura. O corpo da servidora pública foi encontrado dois dias depois pela filha, com diversas perfurações nas costas, braços e pernas.

Mesmo com pouco tempo de relacionamento, Luciana já havia denunciado Alan por violência doméstica. Na ocorrência, ela narrou um episódio em que ele jogou o carro em que ambos estavam contra uma árvore. O acusado chegou a ser preso na época, mas foi liberado dias antes de assassinar a ex com a condição de usar uma tornozeleira eletrônica.

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