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Crime
Homem é condenado por matar universitária após oferecer ajuda para trocar pneu
Segundo o Ministério Público, imagens de câmeras de segurança mostraram a ação premeditada do réu: ele se aproximou do carro da vítima para murchar um dos pneus enquanto ela estava na academia e, depois, ofereceu ajuda para atrair a jovem
Folha
28/08/2020 | 08:43

A 1ª Vara da Comarca de Bariri (a 322 km da capital) condenou o pintor Rodrigo Pereira Alves, 38, a 40 anos e dez meses de prisão em regime fechado pelos crimes de estupro, latrocínio e ocultação de cadáver cometidos contra a universitária Mariana Forti Bazza.

A estudante de fisioterapia tinha 19 anos quando aceitou a ajuda de Rodrigo para trocar o pneu do seu carro, após sair de uma academia em Bariri, em setembro do ano passado.

Segundo o Ministério Público, imagens de câmeras de segurança mostraram a ação premeditada do réu: ele se aproximou do carro da vítima para murchar um dos pneus enquanto ela estava na academia e, depois, ofereceu ajuda para atrair a jovem até uma chácara nas proximidades.

No local, ele estuprou e matou Mariana. Alves também foi condenado por roubar o carro, uma caixa de som, a carteira e o celular da vítima e R$ 110.

O corpo de Mariana foi levado para um canavial na região, onde foi encontrado no dia seguinte após uma grande mobilização de familiares e amigos em Bariri, cidade que tem 35 mil habitantes e uma rotina pacata.

Na época dos crimes, Alves cumpria pena em regime aberto por roubo e constrangimento ilegal e já havia sido condenado por estupro.

A condenação do pintor foi pedida pelo Ministério Público, que analisa a possibilidade de apresentar recurso para aumentar a pena.

Alves está preso na Penitenciária II de Serra Azul, na região metropolitana de Ribeirão Preto (a 315 km de São Paulo). Ele foi encontrado no dia seguinte aos crimes, escondido no telhado de uma casa de Itápolis, cidade próxima a Bariri.

Antes de ser atacada, Mariana chegou a tirar uma foto do homem realizando o conserto de seu carro e enviou para o namorado para contar o que havia acontecido, aparentemente sem suspeitar da emboscada.

“Justiça foi feita”, disse a mãe da estudante, Marlene Bazza, ao ser informada sobre a condenação. “Regime fechado. Obrigada, meu Deus”, completou.

Estudo mostra violência contra a mulher

O Brasil teve uma mulher assassinada a cada duas horas em 2018, apontou o Atlas da Violência 2020, divulgado nesta quinta-feira (27). Foram 4.519 vítimas de homicídio, o que representa uma taxa de 4,3 para cada 100 mil habitantes do sexo feminino. Seguindo a tendência de redução da taxa geral, a taxa de homicídios contra mulheres teve queda de 9% entre 2017 e 2018.

O estudo foi elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) com dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde.

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