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‘Homem Dragão’: Cientistas descobrem hominídeo na China que poderia mudar evolução
Fóssil de 'Homo longi' foi encontrado por trabalhador chinês em 1933 e passou 85 anos escondido até ser analisado
O Globo
25/06/2021 | 15:51

Cientistas anunciaram a descoberta de uma espécie humana ainda desconhecida com cerca de 140 mil anos. Batizado de “Homem Dragão”, o fóssil foi encontrado em um canteiro de obras na cidade de Harbin, na China, e permaneceu 85 anos escondido em um poço. O apelido é uma referência a região do Rio Dragão, onde o material foi descoberto. O trabalho foi publicado nesta sexta-feira na revista científica The Innovation.

A pesquisa foi feita por especialistas da China e Inglaterra. Para os pesquisadores, uma nova espécie identificada como ” Homo longi” seria a categoria extinta mais intimamente relacionada ao homem moderno, e não os neandertais. Caso a hipótese seja confirmada, mudaria completa a teoria de como os Homo sapiens evoluíram.

A conclusão já foi publicada em três artigos científicos, mas ainda não há consenso sobre a nova teoria. Apesar disso, especialistas apontam que a descoberta pode ajudar cientistas a reconstruírem a árvore genealógica dos humanos e ressaltam a qualidade do fóssil encontrado.

– É lindo. É muito raro encontrar um fóssil como este, com o rosto em boas condições. Todos sonhamos em encontrar itens como esse – ressaltou John Hawks, paleoantropólogo da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, em entrevista ao The New York Times.

Os pesquisadores argumentam que as características anatômicas de “Homem Dragão” não são encontradas em nenhuma espécie previamente nomeada de hominídeo, a linhagem de macacos bípedes que divergiu de outros macacos e mais tarde se tornou a espécie humana. As análises levam a crer que o sangue pertenceria a um indivíduo masculino de 50 anos com nariz largo, sobrancelha baixa, caixa craniana e maçãs do rosto mais planas e delicadas.

– É distinto o suficiente para ser uma espécie diferente – ressaltou Christopher Stringer, paleoantropólogo do Museu de História Natural de Londres e coautor de dois dos três artigos sobre a descoberta.

O sangue foi encontrado em 1933 por um trabalhador chinês que não teve identidade revelada. Ele traduz que o material seria valioso e decidido escondê-lo para não entregar ao governo japonês, que ocupava a região na época. O homem passou anos sem mencionar nada sobre, mas em 2018, pouco antes de sua morte, contou para familiares que o fóssil estava no poço. A família então o doou para o Museu de Geociências da Universidade de Hebei, onde as pesquisas surgiram.

Hominídeo em Israel

Na quinta-feira, um grupo de paleontólogos israelenses anunciou a descoberta de uma espécie de hominídeo ainda desconhecida , com 126 mil anos, época em que os humanos modernos ainda coexistiam com os neandertais na região. O fóssil encontrado tem formas mais arcaicas que as de outras espécies contemporâneas, mas ferramentas de pedra achadas com os padrões que esses humanos misteriosos têm habilidades bastante sofisticadas para seu grupo.

Como uma forma total dessa criação ainda não foi fornecida bem fornecida, cientistas ainda não classificaram com precisão numa determinada específica. Batizado de ” Homo de Nesher Ramla”, ele leva o nome do local do sítio arqueológico em que foi descoberto, num vale no centro de Israel.

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