BUSCAR
BUSCAR
Petróleo

Guerra pressiona petróleo, mas Petrobras ainda não vê alta de preços

Analistas dizem que ainda é cedo para avaliar o real impacto sobre o mercado
Folhapress
09/10/2023 | 17:52

O conflito entre o grupo extremista islâmico Hamas e Israel pressiona as cotações internacionais do petróleo nesta segunda-feira 9, mas a Petrobras e analistas dizem que ainda é cedo para avaliar o real impacto sobre o mercado e suas consequências sobre os preços dos combustíveis no país.

“É mais um evento de volatilidade [sobre os preços]”, afirmou o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, em entrevista durante após organizado pelo Consulado Geral da Noruega no Rio de Janeiro. “Vamos acompanhar, tentando mitigar a volatilidade para manter os preços mais ou menos estáveis”.

Petrobras / Foto: Sophia Bernardes
"É mais um evento de volatilidade [sobre os preços]", afirmou o presidente da Petrobras. Foto: Sophia Bernardes

A cotação do petróleo Brent, referência internacional negociada em Londres, chegou a subir quase 4% no pregão desta segunda, mas o mercado ainda vê forte componente especulativo, já que a região do conflito não tem produção relevante de petróleo.

Em relatório divulgado nesta segunda, analistas do banco Goldman Sachs dizem ver pouca probabilidade, neste momento, de impactos significativos no balanço de oferta e demanda e nos estoques de petróleo, que são os principais direcionadores do mercado.

A grande preocupação, porém, é com a escalada do conflito para outras regiões, principalmente, o Irã, um dos maiores produtores da região. O país vinha ampliando sua produção, lembram os analistas do Goldman Sachs, que estimam alta de US$ 1 por barril a cada 100 mil barris de petróleo iraniano a menos.

“As coisas podem piorar dependendo de um maior envolvimento do Irã que parece ter sido o principal apoiador do Hamas”, diz o CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura). “O receio no mercado de petróleo é o Irã fechar o Estreito de Ormuz e, nesse caso, teremos uma crise sem precedentes.

O CBIE avalia que as cotações internacionais do petróleo seguirão pressionadas durante a semana, revertendo tendência de recuo observada na semana passada, que trouxe alívio ao mercado depois que o Brent chegou a tocar os US$ 95 por barril.

A Petrobras decidiu não seguir a escalada do final de setembro e operou semanas com elevadas defasagens em relação às cotações internacionais. Nesta segunda, Prates afirmou que a política comercial da estatal tem condições de suportar cenários de grande volatilidade.

Ele não descartou, porém, aumentos nos preços internos caso as cotações do petróleo permaneçam muito tempo em elevados patamares. “Se tiver que ter ajuste, a gente vai fazer ajuste”, afirmou, lembrando que gasolina e diesel vivem hoje situações diferentes no mercado global.

Enquanto o mercado de gasolina convive com excesso de estoques e margens comprimidas, o diesel enfrenta cortes de produção, estoques em queda e margens elevadas.

Na abertura do mercado desta segunda, o preço médio do diesel nas refinarias da estatal estava R$ 0,44 por litro abaixo da paridade de importação calculada pela Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis). Na média nacional, a diferença era de R$ 0,32 por litro.

Já na gasolina, praticamente não há defasagem entre o preço médio praticado pela Petrobras e a paridade calculada pela Abicom. Na semana passada, o produto nacional chegou a passar dias mais caro do que os preços internacionais.

A Petrobras não mexe nos preços da gasolina e do diesel desde 16 de agosto. Nesse período, as cotações do petróleo dispararam para acima dos US$ 90 e o mercado de diesel foi pressionado pelo corte das exportações russas, já revisto.

Prates defendeu, porém, que a estabilidade dos preços internos dos combustíveis é um sinal de que a nova política comercial da Petrobras é bem-sucedida, ao combinar componentes nacionais de custos e eficiências logísticas da empresa para absorver parte da alta.

Embora não relevante na produção de petróleo, Israel tem participação no mercado global de gás natural, o que levou os preços futuros do combustível a dispararem nesta segunda, depois que o país pediu à Chevron que suspendesse operações em um campo por razões de segurança.

Segundo o Goldman Sachs, a parada do campo de retira do mercado cerca de 1,5% da oferta global de gás natural liquefeito, o que pode ampliar os riscos ao consumidor europeu, dependendo da duração do conflito.

NICOLA PAMPLONA – RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) 

Rio Grande do Sul tem 82 trechos de estradas liberados
Ainda em obras ou com serviços para liberação são 20 trechos
18/05/2024 às 16:02
Avião da FAB leva 20 toneladas de ração para pets do RS
Entre as doações estão caixas e transporte e bebedouros
18/05/2024 às 15:41
Rio Grande do Sul: Nível das águas do Guaíba continua baixando
Mais recentes medições apontam uma variação entre 4,52 m, na medição de 7h, e 4,54 m, na medição das 12h deste sábado 18
18/05/2024 às 15:26
MPT recebe denúncias de violações trabalhistas envolvendo enchentes
Empresas têm obrigado funcionários a trabalhar em áreas alagadas
18/05/2024 às 15:20
Brasil tem 1.942 cidades com risco de desastre ambiental
Levantamento deve subsidiar obras previstas para o Novo PAC
18/05/2024 às 10:34
Presidente interina da Petrobras demite 20 assessores de Jean Paul
Nova direção da petroleira trata as demissões como naturais e necessárias e chama de “procedimento padrão”
18/05/2024 às 08:05
Bombeiros do RN se dividem no RS, e um dos grupos vai usar cães para buscar corpos
Uma parte da equipe vai permanecer em Pelotas, no Sul do estado, enquanto outro grupo se deslocou para Lajeado
18/05/2024 às 07:26
Saúde anuncia pacote de R$ 66,5 milhões para o Rio Grande do Sul
Recursos destinam-se à capital e mais oito municípios
17/05/2024 às 17:41
MST tem prejuízo de R$ 90 mi e 420 famílias atingidas por chuvas no RS
Assentamentos têm produção de hortas, cultura leiteira e arroz
17/05/2024 às 16:44
RS anuncia plano para reconstruir o estado após as chuvas
Iniciativa contará, inicialmente, com R$ 12 bilhões
17/05/2024 às 15:57
Copyright Grupo Agora RN. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização prévia.