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Greve e perda de mercado amparam privatização dos Correios, diz ministro Fábio Faria
O processo, para Faria, pode fazer com que a venda da estatal não interesse possíveis compradores, caso a desestatização se arraste por mais alguns anos
Poder 360
08/10/2021 | 13:26

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, disse que o projeto de privatização dos Correios, em debate no Senado, é uma “última janela” para resolver o que considera o “problema” que a estatal representa para o país. Segundo ele, empresas de entregas estão tomando espaço no mercado, o que pode levar a uma desvalorização dos Correios.

O processo, para Faria, pode fazer com que a venda da estatal não interesse possíveis compradores, caso a desestatização se arraste por mais alguns anos. Defendeu o “timing” para que a privatização ocorra agora, por meio do projeto do governo já aprovado pela Câmara. O ministro participou de evento da CNT (Confederação Nacional dos Transportes) sobre a desestatização dos Correios.

A proposta de privatização tramita na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado como PL (Projeto de Lei) 591/2021. O relator é o senador Márcio Bittar (MDB-AC).

“Outros players do mercado investem 3 vezes mais do que os Correios. Nós precisaríamos investir em torno de R$ 2,5 bilhões por ano para que os Correios se mantivessem competitivos”, disse. Apesar de terem apresentado um desempenho deficitário entre 2013 e 2016, os Correios registraram, em 2020, um lucro líquido de R$ 1,53 bilhão. Foi o 4º ano seguido com resultado positivo.

Faria disse que a estatal é motivo de orgulho para o país, mas que a modernização do setor e a competição com empresas privadas motivariam a mudança. Criticou também a existência de greves dos trabalhadores dos Correios.

“Ano passado os Correios ficaram 35 dias em greve. Hoje empresas como Amazon, Magalu e Mercado Livre colocam na hora da compra que a entrega tem que ser feita em 24h, em 36h. Quando existe uma greve, essas empresas não podem passar de 24h para 35 dias”, declarou.

Para o ministro, as dificuldades de operação da estatal fizeram com que as empresas desenvolvessem sua estrutura própria de entregas. “Elas adquirem novos caminhões, carretas, aviões, motoqueiros, serviços de delivery, contratam outras empresas menores, e quando os Correios retornam da greve, essas empresas não voltam para os correios”.

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