BUSCAR
BUSCAR
Fogo
Grande incêndio atinge Beirute na mesma região de megaexplosão há um mês
Embora não haja relato de mortos ou feridos no incêndio desta quinta, a dimensão das chamas e da coluna de fumaça que pode ser vista a quilômetros de distância deixou os moradores de Beirute em pânico
Redação/ Folha
10/09/2020 | 10:31

Um estoque de óleo e pneus na região portuária de Beirute pegou fogo nesta quinta-feira, 10, pouco mais de um mês depois que uma gigantesca explosão devastou o local e uma área residencial ao redor da capital libanesa. A causa do incêndio ainda não foi esclarecida. As informações são da Folha.

De acordo com os primeiras informações, o incêndio começou na zona portuária e criou uma enorme coluna de fumaça negra sobre a cidade, mas não há relato de feridos.

O exército libanês informou que seriam usados helicópteros para ajudar a extinguir as chamas. Ainda não se sabe o que pode ter iniciado o fogo.

Imagens de televisão mostraram bombeiros tentando apagar o incêndio no porto, na mesma região onde armazéns e silos de grãos foram destruídos pela explosão de 4 de agosto.

A imprensa local informou que o exército libanês estava começando a evacuar pessoas na proximidades. Em entrevista ao The Independent, Michel el-Murr, chefe da equipe de busca e resgate do corpo de bombeiros, disse que as autoridades já pediram reforços.

“Não sabemos exatamente o que está queimando, estamos tentando apagar o fogo, mas é muito grande, precisamos de uma mistura de água e espuma”, disse.

O chefe da defesa civil, em entrevista à emissora libanesa AlJadeed, pediu aos moradores que ficassem calmos e disse que o fogo foi contido em um único lugar. De acordo com imagens feitas no local, o fogo está limitado à estrutura de um prédio danificado pelo explosão do mês passado.

Embora não haja relato de mortos ou feridos no incêndio desta quinta, a dimensão das chamas e da coluna de fumaça que pode ser vista a quilômetros de distância deixou os moradores de Beirute em pânico.

“Sou forçado a tirá-los de Beirute, da fumaça e do incêndio que está acontecendo no porto novamente”, disse Majed Hassanein, 49, à agência de notícias Reuters. Ele estava levando sua esposa e dois filhos de carro para fora da cidade.

George Kettaneh, chefe da Cruz Vermelha do Líbano, disse que não há risco de outra explosão como resultado do incêndio e que, embora não haja feridos, algumas pessoas mais próximas da zona portuária estão sofrendo de falta de ar.

“Está ficando cada vez mais difícil respirar, está literalmente chovendo cinzas”, escreveu um usuário no Twitter. Nas redes sociais, libaneses que ainda estão se recuperando da explosão anterior, expressam sua preocupação de que outro grande desastre esteja em andamento.

“Eu simplesmente não consigo entender como um incêndio dessa escala é possível no porto”, escreveu Aya Majzoub, da ONG Human Rights Watch. “As autoridades não garantiram que todo material fosse armazenado com segurança depois que a negligência destruiu metade da cidade?”

Algumas equipes de bombeiros que trabalham no local ainda trazem nas viaturas as fotos de dez de seus colegas que morreram enquanto tentavam conter o incêndio que precedeu a explosão do mês passado.

“Outro grande incêndio no porto de Beirute. Abrimos todas as janelas para proteger contra outra explosão ou fechamos para proteger contra os gases tóxicos?”, questiona outra libanesa. “O céu está preto e meus pulmões doem. Meu coração também.”

Pelo menos 190 pessoas morreram na tragédia em 4 de agosto, além de mais de 6.000 feridos e 300 mil desabrigados. A causa foi um incêndio em um enorme depósito que armazenava cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amônio, um composto químico usado para a produção de fertilizantes e de explosivos.

Após a explosão, o Líbano enfrentou protestos contra o governo do primeiro-ministro Hassan Diab, que anunciou a renúncia coletiva de seu gabinete e prometeu novas eleições. Os manifestantes também pediram a saída do presidente Michel Aoun após a revelação de que o político fora alertado do risco que o nitrato de amônio representava para Beirute duas semanas antes da tragédia.

No dia 31 de agosto, Aoun nomeou um novo primeiro-ministro, o embaixador Mustapha Adib, que foi eleito pelo Parlamento após um acordo mediado pelo presidente francês, Emmanuel Macron. Adib prometeu reformas imediatas para garantir um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

*Com informações da Folha

NOTÍCIAS RELACIONADAS
Sede: Av. Hermes da Fonseca, 384 – Petropolis – Natal – RN – Cep. 59020-000
Telefone: (84) 3027-1690 / 3027-4415
Redação: (84) 98117-5384 - [email protected]
Comercial: (84) 98117-1718 - [email protected]
Copyright Grupo Agora RN. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização prévia.