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Estratégia
Governo quer afastar Bolsonaro de caso Covaxin e questionar credibilidade de irmãos Miranda
Parlamentares aliados devem insistir no discurso de que compra da vacina indiana não se efetivou e que CPI da Covid procura fato político
O Globo
25/06/2021 | 14:13

A estratégia do Palácio do Planalto é afastar Jair Bolsonaro das supostas irregularidades da aquisição da vacina Covaxin. O presidente foi direto no caso quando o deputado Luís Miranda (DEM-DF) e seu irmão, o servidor do Ministério da Saúde Luís Ricardo Fernandes Miranda, revelou ter contado a Bolsonaro a pressão desmedida na massa para aprovar uma compra do indiano imunizante. A prioridade no governo é demonstrar que o Bolsonaro não ignorou deliberadamente como denúncias.

Os irmãos Miranda prestam depoimentos nesta tarde na CPI da Covid no Senado e prometem reafirmar que levaram como suspeitas ao presidente no Palácio da Alvorada no dia 20 de março. Bolsonaro nega. Os dois ainda garantem que vão apresentar provas, incluindo áudio e documentos, que corroboram como denúncias que também são apuradas pelo Ministério Público Federal. No governo, contudo, há a aposta de não há provas que indiquem crime na aquisição.

Pressionado pela repercussão do caso e ainda sem conseguir explicar a agilidade para a aquisição da Covaxin, os governistas vão insistir na narrativa de que o deputado não tem credibilidade para acusar o presidente, que se elegeu como um discurso de combate à corrupção. O objetivo é explorar o histórico do parlamentar, que ficou famoso ao publicar vídeos sobre empreendedorismo nos Estados Unidos e é acusado de aplicar golpes a pessoas que se associam aos negócios dele em busca de dinheiro fácil.

Após a denúncia, o Bolsonaro determinou que aa Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) investiguem o servidor do Ministério da Saúde que denunciou alegadas irregularidades.

A cúpula da CPI da Covid pediu na manhã desta quinta-feira que seja dada proteção policial ao servidor Luis Ricardo Miranda, que trabalha na área de importação do Ministério da Saúde, e o seu irmão, o deputado Luis Miranda (DEM-DF), para depoimento à CPI marado para sexta-feira (24) Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado
A cúpula da CPI da Covid pediu na manhã desta quinta-feira que seja dada proteção policial ao servidor Luis Ricardo Miranda, que trabalha na área de importação do Ministério da Saúde, e o seu irmão, o deputado Luis Miranda (DEM-DF), para depoimento à CPI marado para sexta-feira (24) Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado
Contraditório.  Deputado federal Osmar Terra (MDB-RS), tido como chefe do 'gabinete paralelo', defendeu teses de que 'lockdown' e quarentena não têm impacto no controle da pandemia, apesar de citar a China como exemplo de país que reduziu números de casos sem vacina - omitindo justamente o isolamento rigoroso adotado pelos chineses Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
Contraditório. Deputado federal Osmar Terra (MDB-RS), tido como chefe do ‘gabinete paralelo’, defendeu teses de que ‘lockdown’ e quarentena não têm impacto no controle da pandemia, apesar de citar a China como exemplo de país que reduziu números de casos sem vacina – omitindo justamente o isolamento rigoroso adotado pelos chineses Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
Senadores prestam minuto de silêncio pelas mais de 500 mil vidas perdidas para uma pandemia, na primeira sessão da CPI da Covid depois de os números oficiais ultrapassarem a trágica marca do meio milhão de mortos Foto: Edilson Rodrigues / Edilson Rodrigues / Agência Senad
Senadores prestam minuto de silêncio pelas mais de 500 mil vidas perdidas para uma pandemia, na primeira sessão da CPI da Covid depois de os números oficiais ultrapassarem a trágica marca do meio milhão de mortos Foto: Edilson Rodrigues / Edilson Rodrigues / Agência Senad
O relator Renan Calheiros (MDB-AL), que passou a usar o número oficial de mortos no lugar da sua placa nominal, adicionou uma palavra "luto" no seu espaço à mesa diretora Foto: Edilson Rodrigues / Edilson Rodrigues / Agência Senad
O relator Renan Calheiros (MDB-AL), que passou a usar o número oficial de mortos no lugar da sua placa nominal, adicionou uma palavra “luto” no seu espaço à mesa diretora Foto: Edilson Rodrigues / Edilson Rodrigues / Agência Senad
Ex-governador deixa sessão antes de concluir depoimento, por volta das 14h, fazendo uso do habeas corpus concedido a ele pelo Supremo Tribunal Federal Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
Ex-governador deixa sessão antes de concluir depoimento, por volta das 14h, fazendo uso do habeas corpus concedido a ele pelo Supremo Tribunal Federal Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
O filho do presidente e senador Flavio Bolsonaro (Patriota-RJ) tumultuou novamente a CPI da qual não é integrante, em defesa do governo do pai Foto: Jefferson Rudy / Jefferson Rudy / Agência Senado
O filho do presidente e senador Flavio Bolsonaro (Patriota-RJ) tumultuou novamente a CPI da qual não é integrante, em defesa do governo do pai Foto: Jefferson Rudy / Jefferson Rudy / Agência Senado
Ex-governador do Rio Wilson Witzel é convocado para depor.  Graças à decisão do ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), ele não precisa se comprometer com a verdade, pode se reservar ao silêncio e estar acompanhado de advogado Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
Ex-governador do Rio Wilson Witzel é convocado para depor. Graças à decisão do ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), ele não precisa se comprometer com a verdade, pode se reservar ao silêncio e estar acompanhado de advogado Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
O engenheiro e ex-secretário de Saúde do estado do Amazonas, Marcellus Campêlo, contradisse as informações do ex-ministro Pazuello Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo - 15/06/2021
O engenheiro e ex-secretário de Saúde do estado do Amazonas, Marcellus Campêlo, contradisse as informações do ex-ministro Pazuello Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 15/06/2021
A microbiologista Natalia Pasternak, pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), afirmou à CPI da foi categórica: 'Negacionismo do governo mata' Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo - 06/11/2021
A microbiologista Natalia Pasternak, pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), afirmou à CPI da foi categórica: ‘Negacionismo do governo mata’ Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 06/11/2021
Médico sanitarista Cláudio Maierovitch, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) criticou a imunidade rebanho 'um costume de muitas mortes': 'estamos sendo tratados como animais' Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo - 06/11/2021
Médico sanitarista Cláudio Maierovitch, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) criticou a imunidade rebanho ‘um costume de muitas mortes’: ‘estamos sendo tratados como animais’ Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 06/11/2021
Com o habeas corpus concebido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), não compareceu à CPI da Covid, no senado: "Iremos recorrer dessa decisão", prometeu o presidente da Comissão, Omar Aziz ( PSD-AM) Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo - 06/10/2021
Com o habeas corpus concebido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), não compareceu à CPI da Covid, no senado: “Iremos recorrer dessa decisão”, prometeu o presidente da Comissão, Omar Aziz ( PSD-AM) Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 06/10/2021
O ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde Élcio Franco, o braço-direito do ex-ministro Eduardo Pazuello na pasta, afirmou à CPI que a gestão do defesa geral o "atendimento precoce" para pacientes com a Covid-19 Foto: Edilson Rodrigues / Agência O Globo - 06/09/2021
O ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde Élcio Franco, o braço-direito do ex-ministro Eduardo Pazuello na pasta, afirmou à CPI que a gestão do defesa geral o “atendimento precoce” para pacientes com a Covid-19 Foto: Edilson Rodrigues / Agência O Globo – 06/09/2021
Convocado pela segunda vez, ministro da Saúde Marcelo Queiroga disse orientar Bolsonaro sobre medidas de prevenção contra Covid-19, apesar de não ser levado em consideração: "Não me competir julgar os atos do presidente da República" Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo - 06/08/2021
Convocado pela segunda vez, ministro da Saúde Marcelo Queiroga disse orientar Bolsonaro sobre medidas de prevenção contra Covid-19, apesar de não ser levado em consideração: “Não me competir julgar os atos do presidente da República” Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 06/08/2021
A infectologista Luana Araújo, ex-secretária de enfrentamento ao coronavírus, chamou uma discussão sobre o uso de medicamento sem eficácia para tratar o coronavírus de "delirante": "Essa é uma discussão delirante, esdrúxula, anacrônica e contraproducente" e reafirmou que "o Brasil está na vanguarda da estupidez "Foto: Waldemir Barreto / Agência Senado - 06/02/2021
A infectologista Luana Araújo, ex-secretária de enfrentamento ao coronavírus, chamou uma discussão sobre o uso de medicamento sem eficácia para tratar o coronavírus de “delirante”: “Essa é uma discussão delirante, esdrúxula, anacrônica e contraproducente” e reafirmou que “o Brasil está na vanguarda da estupidez “Foto: Waldemir Barreto / Agência Senado – 06/02/2021
A médica Nise Yamaguchi se negou a opinar sobre a gestão do presidente Bolsonaro na pandemia.  A médica disse que conselhava o Ministério da Saúde, mas negou a existência de 'gabinete paralelo', anterior da insistência do relator Renan Calheiros Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo - 06/01/2021
A médica Nise Yamaguchi se negou a opinar sobre a gestão do presidente Bolsonaro na pandemia. A médica disse que conselhava o Ministério da Saúde, mas negou a existência de ‘gabinete paralelo’, anterior da insistência do relator Renan Calheiros Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 06/01/2021
O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que o Brasil poderia ter sido pioneiro na imunização: "Já tínhamos como doses, já estavam disponíveis. E eu, muitas vezes, declarei em público que poderíamos ser o primeiro país a começar a vacinação" Foto : Pablo Jacob / Agência O Globo - 27/05/2021
O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que o Brasil poderia ter sido pioneiro na imunização: “Já tínhamos como doses, já estavam disponíveis. E eu, muitas vezes, declarei em público que poderíamos ser o primeiro país a começar a vacinação” Foto : Pablo Jacob / Agência O Globo – 27/05/2021
A secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, também conhecida como 'capitã cloroquina' confirmou que houve orientação da Saúde para tratamento precoce contra a Covid-19 Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo - 25/05 / 2021
A secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, também conhecida como ‘capitã cloroquina’ confirmou que houve orientação da Saúde para tratamento precoce contra a Covid-19 Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 25/05 / 2021
Pressionado por senadores a responder pela falta de oxigênio em Manaus, em janeiro, o ex-ministro da Saúde Pazuello disse que a responsabilidade era do governo estadual e da empresa fornecedora Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo - 20/05/2021
Pressionado por senadores a responder pela falta de oxigênio em Manaus, em janeiro, o ex-ministro da Saúde Pazuello disse que a responsabilidade era do governo estadual e da empresa fornecedora Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 20/05/2021
Sessão da CPI da Covid foi suspensa depois de Eduardo Pazuello passar mal durante um intervalo.  Comissão retormou depoimento do ex-ministro no dia seguinte Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo - 19/05/2021
Sessão da CPI da Covid foi suspensa depois de Eduardo Pazuello passar mal durante um intervalo. Comissão retormou depoimento do ex-ministro no dia seguinte Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 19/05/2021
Ex-ministro negou receber ordens diretas do presidente para usar cloroquina no combate à Covid-19 e destacou sua qualificação em logística e gestão: "Eu me considero sim, senhor, plenamente apto a exercer a carga de ministro da Saúde" Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo - 19/05/2021
Ex-ministro negou receber ordens diretas do presidente para usar cloroquina no combate à Covid-19 e destacou sua qualificação em logística e gestão: “Eu me considero sim, senhor, plenamente apto a exercer a carga de ministro da Saúde” Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 19/05/2021
Assim como Fabio Wajngarten, ex da Comunicação, o ex das Relações Internacionais, Ernesto Araújo, negou falas polêmicas diante da CPI da Covid: "Eu não entendo nenhuma declaração que tenha feito como anti-chinesa", esquivou-se o ex-chanceler Foto : Pablo Jacob / Agência O Globo - 18/05/2021
Assim como Fabio Wajngarten, ex da Comunicação, o ex das Relações Internacionais, Ernesto Araújo, negou falas polêmicas diante da CPI da Covid: “Eu não entendo nenhuma declaração que tenha feito como anti-chinesa”, esquivou-se o ex-chanceler Foto : Pablo Jacob / Agência O Globo – 18/05/2021
Presidente da CPI, Omar Aziz, alertou Ernesto sobre dizer a verdade e lembrou declarações anti-chinesas: "Na minha análise, Vossa Excelência está faltando com a verdade. Peço que não faça isso. Escreveu no seu Twitter, escreveu artigo" Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo - 18/05/2021
Presidente da CPI, Omar Aziz, alertou Ernesto sobre dizer a verdade e lembrou declarações anti-chinesas: “Na minha análise, Vossa Excelência está faltando com a verdade. Peço que não faça isso. Escreveu no seu Twitter, escreveu artigo” Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 18/05/2021
O gerente-geral da farmacêutica Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, revelou que o Brasil poderia ter emissão 4,5 milhões de doses a mais de vacinas contra a Covid-19 até março deste ano Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo - 13 / 05/2021
O gerente-geral da farmacêutica Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, revelou que o Brasil poderia ter emissão 4,5 milhões de doses a mais de vacinas contra a Covid-19 até março deste ano Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 13 / 05/2021
Bate-boca entre senadores Flávio Bolsonaro e Renan Calheiros marcou sessão em que Wajngarten foi ouvido.  Flávio chamou Renan de vagabundo, que rebateu citando a investigação da rachadinha Foto: Marcos Oliveira e Leopoldo Silva / Agência Senado
Bate-boca entre senadores Flávio Bolsonaro e Renan Calheiros marcou sessão em que Wajngarten foi ouvido. Flávio chamou Renan de vagabundo, que rebateu citando a investigação da rachadinha Foto: Marcos Oliveira e Leopoldo Silva / Agência Senado
Depois da aparição de Flavio Bolsonaro, em defesa de Wajngarten, sessão da CPI da Covid foi interrompida Foto: Edilson Rodrigues / Agência O Globo - 12/05/2021
Depois da aparição de Flavio Bolsonaro, em defesa de Wajngarten, sessão da CPI da Covid foi interrompida Foto: Edilson Rodrigues / Agência O Globo – 12/05/2021
"Por favor, não menospreze nossa inteligência, ninguém é imbecil aqui", disse o presidente da CPI da Covid, o senador Omar Aziz (PSD-AM) a Wajngarten Foto: Edilson Rodrigues / Agência O Globo - 05/12/2021
“Por favor, não menospreze nossa inteligência, ninguém é imbecil aqui”, disse o presidente da CPI da Covid, o senador Omar Aziz (PSD-AM) a Wajngarten Foto: Edilson Rodrigues / Agência O Globo – 05/12/2021
Fabio Wajngarten se esquivou de respostas diretas e foi anunciado pela mesa e acusado, pelo relator Renan Calheiros de mentir à CPI por negar declarações dadas à revista Veja - que logo divulgou áudios comprovando as declarações do ex-chefe da Secom Foto: Edilson Rodrigues / Agência O Globo - 05/12/2021
Fabio Wajngarten se esquivou de respostas diretas e foi anunciado pela mesa e acusado, pelo relator Renan Calheiros de mentir à CPI por negar declarações dadas à revista Veja – que logo divulgou áudios comprovando as declarações do ex-chefe da Secom Foto: Edilson Rodrigues / Agência O Globo – 05/12/2021
Relator Renan Calheiros trocou a placa que o identificava pelo número de vidas perdidas para a Covid-19 no Brasil Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo - 12/05/2021
Relator Renan Calheiros trocou a placa que o identificava pelo número de vidas perdidas para a Covid-19 no Brasil Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 12/05/2021
O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, confirmou que esteve em uma reunião no Palácio do Planalto, no ano passado, na qual foi cogitada a possibilidade de mudar uma bula da cloroquina para que o fossa do medicamento indicado no tratamento da Covid-19: "não tem cabimento", classificou Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo - 05/11/2021
O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, confirmou que esteve em uma reunião no Palácio do Planalto, no ano passado, na qual foi cogitada a possibilidade de mudar uma bula da cloroquina para que o fossa do medicamento indicado no tratamento da Covid-19: “não tem cabimento”, classificou Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 05/11/2021
Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, se esquivou de perguntas e não disse se concordou com Bolsonaro sobre uso de cloroquina: "Eu estou aqui na condição de testemunha, o senhor quer que eu emita juízo de valor", respondeu ao relator da CPI Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo - 05/06/2021
Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, se esquivou de perguntas e não disse se concordou com Bolsonaro sobre uso de cloroquina: “Eu estou aqui na condição de testemunha, o senhor quer que eu emita juízo de valor”, respondeu ao relator da CPI Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 05/06/2021
Omar Aziz (PSD-AM) ironizou a resposta do ministro da Saúde: "Até minha filha de 12 anos falaria sim ou não", sobre concordar com o uso da cloroquina, conforme prega o presidente Bolsonaro durante toda a pandemia Foto: Edilson Rodrigues / Agência O Globo - 05/06/2021
Omar Aziz (PSD-AM) ironizou a resposta do ministro da Saúde: “Até minha filha de 12 anos falaria sim ou não”, sobre concordar com o uso da cloroquina, conforme prega o presidente Bolsonaro durante toda a pandemia Foto: Edilson Rodrigues / Agência O Globo – 05/06/2021
"Não há pressão nenhuma", disse Queiroga quando questionado sobre atuação do Planalto para incluir uma cloroquina no tratamento de Covid-19.  Foto: Jefferson Rudy / Agência O Globo - 05/06/2021
“Não há pressão nenhuma”, disse Queiroga quando questionado sobre atuação do Planalto para incluir uma cloroquina no tratamento de Covid-19. Foto: Jefferson Rudy / Agência O Globo – 05/06/2021
Ex-ministro da Saúde Nelson Teich afirmou que a falta de autonomia no ministério motivaram sua saída um dia depois de assumir o cargo Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado - 05/05/2021
Ex-ministro da Saúde Nelson Teich afirmou que a falta de autonomia no ministério motivaram sua saída um dia depois de assumir o cargo Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado – 05/05/2021
Otto Alencar (PSD-BA) recomenda vacina 'antirrábica' a senador governista que defende cloroquina Foto: Jefferson Rudy / Jefferson Rudy / Agência Senado
Otto Alencar (PSD-BA) recomenda vacina ‘antirrábica’ a senador governista que defende cloroquina Foto: Jefferson Rudy / Jefferson Rudy / Agência Senado
Governistas questionam o direito a bancada feminina fazer perguntas sem integrar a CPI e geram bate-boca Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado - 05/05/2021
Governistas questionam o direito a bancada feminina fazer perguntas sem integrar a CPI e geram bate-boca Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado – 05/05/2021
Ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta sustentou o discurso de que seguiu sempre orientações ténicas à frente da pasta Foto: Jefferson Rudy / Agência O Globo - 05/05/2021
Ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta sustentou o discurso de que seguiu sempre orientações ténicas à frente da pasta Foto: Jefferson Rudy / Agência O Globo – 05/05/2021

O Planalto também orientou os aliados a argumentarem que não há comprovação de irregularidades. Embora documentos mostrem que o valor da compra da Covaxin já estavahado, o governo vai enfatizar que não houve pagamento porque os imunizantes não chegaram ao Brasil. A estratégia também passa por argumentar que a agilidade buscava dar uma resposta à pressão causada pela demora da aquisição de imunizantes como a Pfizer.

Os governistas também devem insistir que a CPI da Covid está em busca apenas de um fato político e questionaram que uma comissão abandonou totalmente a apuração na crise sanitária no Amazonas, que motivou a abertura dos trabalhos. Segundo aliados no Senado, uma expectativa é que os senadores governistas, incluindo o filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), devam ser mais agressivos em suas participações. A expectativa é de uma audiência tumultuada.

O caso Covaxin mudou a postura do Palácio do Planalto, que até aqui vinha apostando que o CPI da Covid não avançaria baseada apenas nos questionamentos sobre o tratamento precoce com remédios sem comprovação científica e sobre o comportamento do presidente Bolsonaro, que desestimula o uso de máscaras , promove aglomeração e questionário com eficácia da vacina.

Leia : Ministério da Saúde exigia aprovação da Covaxin na Anvisa, mas em 16 dias liberou compra

Na quarta-feira, pela primeira vez, o Planalto convoca um pronunciamento para falar exclusivamente da CPI. O ministro Onyx Lorenzoni, da Secretaria-Geral da Presidência, acusou os irmãos Miranda de terem divulgado um documento fraudado quando transmitido público denúncia de irregularidades no processo de contratação do imunizante indiano com a intermediação da empresa brasileira Precisa Medicamentos. Como mostrado o GLOBO, o documento que o ministro disse ser fraudado já estava no sistema do Ministério da Saúde.

Nos bastidores, já existe a defesa do governo reveja o contrato da compra da Covaxin. O Planalto, no entanto, passou a tratar o caso como uma questão do Ministério da Saúde, como o único responsável integralmente pelo contrato. Portanto, alegam integrantes do governo, que qualquer cancelamento da compra é uma decisão da pasta que não passa pelo Planalto, em mais uma movimento para afastar o presidente do caso.

– O Luís Miranda arrumou um palco muito bom para as atualizações do ano que vem. Tudo o que ele está falando não tem credibilidade. Por que ele, como deputado, ao ver uma irregularidade e não den denunciado? Então, ele também cometeu um crime – disse o vice-líder do governo no Congresso, o deputado Cezinha da Madureira (PSD-SP), que nesta sexta-feira está em Sorocaba (SP).

O vice-líder diz que o governo não descarta supostas irregularidades:

– Imagina que um governo com 30 mil funcionários vai descartar algo. O presidente preparou o governo para não ter, mas nesse tumulto todo algo pode ter acontecido em algum setor. Então tem que investigar, mas repito: a fala do Luís Miranda foi para desestabilizar o presidente e não vai conseguir – disse Cezinha.

O deputado federal Carlos Jordy (PSL-RJ) reforça os ataques Miranda, dizendo que ele é um “aliado de conveniência” de Bolsonaro.

– É um pouco estranho, para não dizer outra coisa, suspeito, ele estar andando com o presidente de moto (em maio, em Brasília), se em março ele fala que houve todos esses fatos – disse, formatando: – É um aliado de conveniência. Aproximava quando era conveniente.

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