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Governo e produtores de melão potiguares irão em missão comercial à China em 2022
Ida para se reunir com maiores importadores e atacadistas de frutas do país asiático foi acertada em participação virtual da Cônsul Geral da China em painel da Expofruit 2021 nesta quinta
Redação
26/11/2021 | 08:13

A participação – virtual – da Cônsul Geral da China no Nordeste brasileiro, Yan Yuging e do seu adido comercial, Shao Weitong, deu um brilho especial à programação científica da Expofruit 2021, na manhã desta quinta-feira, 25, no auditório da Ufersa, em Mossoró. Yan Yuging participou do painel que foi aberto pela palestra do secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca do RN (SAPE), Guilherme Saldanha que teve como tema “Estratégias Comerciais para a Fruticultura: Brasil x China” e do qual participaram também o presidente do Comitê Executivo da Fruticultura do RN (Coex), Fábio Queiroga; e o superintendente do Ministério da Agricultura e Pesca no RN, Roberto Papa.

A participação da Cônsul foi possível graças a uma articulação do Governo do Estado, com participação direta da própria governadora, professora Fátima Bezerra. Ficou acertada uma missão comercial de empreendedores potiguares entre março e abril de 2022 à China, onde eles irão se reunir com os maiores importadores e atacadistas de frutas do país asiático. O Governo também deve fazer parte da missão.

Em sua palestra, o titular da SAPE ressaltou a enorme importância econômica e social que o desfecho positivo das negociações com a China para exportação do melão potiguar tem para o Estado. “O gigantismo do mercado consumidor da China pode ser o marco para um novo tempo na nossa fruticultura. Se nós conseguimos, como temos tudo para conseguir, ocupar minimamente este mercado, teremos condições, de imediato, de duplicar, ou até triplicar, nossa área plantada, que hoje é de cerca de 20 mil hectares. Isso se reflete, proporcionalmente, no número de empregos gerados, que hoje chegam a 30 mil. É uma nova realidade que parece cada vez mais próxima de nós”, disse Guilherme Saldanha.

Ele fez questão ainda de ressaltar o trabalho que vem sendo feito pelo Governo do Estado e mesmo por empreendedores locais – caso da Agrícola Famosa – para que efetivamente a fruta potiguar chegue em volumes relevantes aos chineses. Saldanha lembrou que em 2019, antes da pandemia da Covid-19, a Consul Geral da China esteve visitando algumas fazendas produtoras em Mossoró, inclusive a Agrícola Famosa.

“Naquela ocasião, a senhora Yan Yuging esteve aqui acompanhada do seu adido Comercial, Shao Weitong, e do Vice-cônsul, He Yongwei. Antes disso, nós estivemos no consulado, em Recife, por pelo menos três vezes. É uma negociação que já tem pelo menos quatro anos e que, em função da pandemia, foi travada. Agora queremos, e iremos retomá-la”, disse o secretário.

Mercado

O secretário Guilherme Saldanha explica que os chineses têm total interesse na compra de grandes volumes (o mercado Chinês, com quase 1,4 bilhão de consumidores potenciais é um dos mais cobiçados do mundo) do melão potiguar, principalmente pelo fato de termos aqui no Estado áreas livres de Mosca da Fruta, condição imperativa para a importação do produto pelos asiáticos.
Segundo Saldanha, o maior entrave para formatar esta parceria é reduzir o tempo de viagem do melão, por intermédio de navios, para a China. Hoje, as frutas que saem para o mercado asiático daqui do RN passam pelo Porto de Santos, o que faz com que a viagem dure em média 50 dias, tempo excessivo e que traz prejuízos para a qualidade com a qual o melão “Made in RN” desembarca no mercado Chinês.

“Nosso maior desafio é viabilizar rotas marítimas diretas entre o RN e a China, de modo que a viagem possa ser feita em 30 dias, aproximadamente. Isso será determinante para que eles possam comprar volumes cada vez maiores. Iremos mobilizar outros segmentos do Governo e, também, exportadores em geral, para que possamos viabilizar esta ligação direta. Será muito importante para a fruticultura do Estado e pode ter reflexos até mesmo em outros segmentos produtivos, tanto importadores quanto exportadores”, afirma Saldanha.

O Rio Grande do Norte é o maior produtor de melão do país, com uma média de 200 mil toneladas por ano (cerca de 60% da produção nacional). Só o mercado Chinês consome, todos os anos, nada menos que 17 milhões de toneladas da fruta.

A China recebeu o primeiro embarque de melões potiguares em setembro do ano passado, mas por via aérea (que tem custo muito mais alto que a marítima). Cerca de três toneladas e meia de melão pele de sapo, da região de Mossoró, desembarcaram no Aeroporto de Xangai no dia 18 daquele mês. Atualmemte, a variedade Cantaloupe é a que tem sido apontada como mais adequada para conquistar o mercado asiático.

Governadora abre fórum de petróleo em Mossoró

Com um discurso em defesa da ciência e das novas tecnologias e saudando a retomada da economia após uma árdua luta contra a covid-19, a governadora Fátima Bezerra abriu nesta quinta-feira (25) em Mossoró, a 6ª edição do Fórum Onshore Potiguar, iniciativa da Redepetro/RN e do Sebrae/RN, com apoio da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo (ABPIP), da Potigás e das empresas privadas do setor de petróleo e gás.

“O Rio Grande do Norte será o primeiro Estado da Federação a colocar em prática o programa do Ministério das Minas e Energias sobre o novo mercado do gás. Para que isso acontecesse, foi preciso o governo agir. E agiu com o perfil técnico que tem, mas com sensibilidade social”, disse a governadora, que estava em companhia do vice-governador Antenor Roberto; do secretário de Desenvolvimento Econômico, Jaime Calado; da presidente da Companhia Potiguar de Gás (Potigás), Larissa Dantas e do diretor geral do Idema, Leonlene Aguiar.

Fátima lembrou que o RN vive um novo momento no segmento de exploração de petróleo e gás, com a chegada das empresas privadas, retomando a atividade, após a saída da Petrobras. “Nosso governo é parceiro, trabalha para isso, de portas abertas como deve ser, diálogo franco sem demagogia, com responsabilidade, sensatez, transparência e compromisso.”

Sobre a retomada da economia, a governadora citou a “agenda virtuosa” dos últimos 15 dias, que começou com a instalação de uma fábrica de cimento entre Mossoró e Assu, o sucesso da Festa do Boi, a Feira Internacional da Fruticultura e o fórum do petróleo, que sinalizam a abertura de novos postos de trabalho. “Fiquei emocionada quando ouvi a senhora Rosilene dizer que aquilo parecia um sonho, que nunca havia passado pela sua cabeça a chegada daquele investimento, num deserto daquele, gerando inicialmente mil empregos na fase de instalação e 350 com carteira assinada quando começar a funcionar. Isso é fantástico”, relatou Fátima

Benefícios

A cadeia do petróleo foi responsável por mais de 50% do PIB industrial do Rio Grande do Norte nos tempos em que a produção superava os 100 mil barris/dia. O presidente da Redepetro/RN, Gutemberg Dias, estima que o petróleo tem atualmente um peso de 13% na formação do Produto Interno Bruto do RN, mas a tendência é que essa participação aumente com a entrada em operação de novos campos.

O setor não tem dados concretos sobre empregos neste período de retomada das atividades no RN. No entanto, a ABPIP, a associação dos produtores independentes, estima que são 20 mil diretos e indiretos.

Para a presidente da Potigás, Larissa Dantas, o contrato assinado com a Potiguar E&P – que passa a vigorar a partir de janeiro/22 – trará benefícios para o consumidor final, com o barateamento do preço do produto, e abertura de oportunidades para a indústria. “Provavelmente teremos a menor tarifa de gás do Brasil e isso é importante para atrair investimentos para o Estado, especialmente do setor ceramista.”

No período em que esteve instalado em Mossoró, no final de setembro/21, o Governo do RN, através da Potigás, formalizou contrato para obtenção de gás natural produzido pela Potiguar E&P, subsidiária da PetroRenconcavo, no antigo Polo Riacho da Forquilha, adquirido há dois anos por cerca de R$ 300 milhões. Primeiro desse tipo no Brasil, o contrato assegura uma redução de até 35% no valor da molécula do gás em relação ao praticado atualmente pela Petrobrás. Outro aspecto importante: o preço não será atrelado à cotação do petróleo no mercado internacional.

Durante o evento, a governadora sancionou a Lei 11.025, de 24 de novembro de 2021, iniciativa da deputada Isolda Dantas, que reconhece Mossoró como a Capital do Onshore no Estado do Rio Grande do Norte. “É um ato de reconhecimento da importância que Mossoró tem para a história da atividade do petróleo e gás não só no Rio Grande do Norte, mas no Brasil”, saudou a governadora.

Também participaram da abertura do fórum o prefeito de Mossoró, Alyson Bezerra, empresários do setor e técnicos do Governo.

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