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Saúde
Governo do RN estuda contratar leitos de hospitais privados para atender Covid-19
Secretário de Saúde disse que construção de hospital de campanha, conforme propostas apresentadas até agora, tem se mostrado economicamente “inviável”. Governo do Estado avalia sete propostas para montagem de equipamento em Natal
Redação
16/04/2020 | 05:01

O Governo do Rio Grande do Norte avalia contratar leitos de hospitais privados como alternativa à construção de um hospital de campanha na Arena das Dunas para atender casos de Covid-19, a infecção causada pelo novo coronavírus que já matou pelo menos 19 pessoas no Estado.

De acordo com o secretário estadual de Saúde, Cipriano Maia, a estratégia deve ser adotada porque as propostas que foram apresentadas até agora para o hospital de campanha, apesar de ainda estarem sendo avaliadas, têm se mostrado “extremamente inviáveis” do ponto de vista econômico.

Sem equipamentos e sem mão de obra para expandir a rede pública existente, o governo lançou uma chamada pública no início do mês, oferecendo R$ 37,1 milhões para uma organização social ou empresa que montasse 100 leitos na Arena das Dunas durante seis meses. Sete propostas foram apresentadas na última versão da licitação e estão sendo avaliadas pela Secretaria de Saúde.

O secretário disse que o hospital de campanha não está descartado, mas que, como as propostas não estão atraentes, a gestão estadual busca “outras alternativas” para ampliar a rede assistencial. Além da contratação de leitos na rede privada, também está sendo discutido o uso de “leitos de retaguarda” na Grande Natal – em hospitais provisórios que serão instalados em Parnamirim e em São Gonçalo do Amarante.

“As propostas que estão sendo avaliadas (para o hospital de campanha) se mostram extremamente inviáveis. O custo econômico não é compatível. Estamos viabilizando outras alternativas que garantam a ampliação de leitos a um custo mais racional. E efetivo em termos de celeridade também”, afirmou Cipriano Maia, durante a coletiva diária do governo nesta quarta-feira (15).

Segundo o secretário de Saúde, uma consulta prévia foi feita a diretores de hospitais privados, e eles informaram ter disponibilidade de oferecer alguns leitos. A próxima etapa, ele explica, será o lançamento de uma chamada pública para identificar precisamente quantos leitos estariam à disposição do Estado. Em Mossoró, as negociações com um hospital particular já estão adiantadas, disse ele.

Cipriano Maia disse que a ideia é contratar os leitos conforme surgir a necessidade por expandir a rede assistencial e que, por isso, não é possível determinar a quantidade de leitos que a rede pública precisará. “Primeiro, é ocupar os leitos da rede pública. Na sequência, a rede privada”, afirmou o secretário.

Quanto aos leitos de retaguarda, Cipriano Maia falou que a Secretaria de Saúde pretende transformar os hospitais de campanha de Parnamirim (com 41 leitos, montado pela Prefeitura) e de São Gonçalo do Amarante (com 100 leitos, que deve ser erguido em uma parceria entre Estado e Prefeitura) em porta de entrada para pacientes das regiões Agreste e Litoral Sul e Região Metropolitana e Mato Grande, respectivamente. “Estamos trabalhando alternativas mais viáveis”, disse o secretário.

Além disso, a Secretaria Estadual de Saúde anunciou um acordo com a Liga Norte-rio-grandense contra o Câncer, que vai acrescentar 60 leitos ao plano de contingência estadual de enfrentamento ao novo coronavírus. Parte dos leitos serão designados como referência para pacientes com câncer que venham a contrair a Covid-19.

Cipriano Maia também anunciou que o Estado vai receber em breve 30 ventiladores pulmonares que foram adquiridos por meio de uma compra pelo Consórcio Nordeste. Os equipamentos serão utilizados nesse trabalho de expansão da rede pública de assistência.

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