O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira 27 que o país deveria discutir a adoção da prisão perpétua para determinados crimes. A declaração foi feita durante o Annual Meeting, evento organizado pela XP Asset Management, em encontro com representantes do mercado financeiro.
Segundo Tarcísio, algumas alterações no marco legal brasileiro seriam necessárias para endurecer o enfrentamento ao crime. O governador classificou como “mudanças radicais” as propostas que defende e afirmou não considerar “nenhum absurdo” a possibilidade de prisão perpétua no país. Ele sugeriu que o tema seja submetido a um referendo já nas eleições de 2026.
![[vídeo] governador de sp sugere referendo para adoção de prisão perpétua no país | notícias do rio grande do norte TARCISIO DE FREITAS](https://agorarn.com.br/wp-content/webp-express/webp-images/uploads/2025/11/TARCISIO-DE-FREITAS-770x468.jpg.webp)
Pré-candidato no próximo pleito — ainda sem definição se disputará a reeleição em São Paulo ou concorrerá à Presidência —, Tarcísio voltou a elogiar o modelo adotado pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele. O líder salvadorenho ganhou projeção internacional após implementar políticas de tolerância zero contra o crime organizado, que reduziram a criminalidade, mas renderam críticas por violações de direitos humanos. A gestão de Bukele tem sido celebrada por setores da extrema direita no exterior.
Durante o evento, o governador paulista relacionou segurança pública à atração de investimentos, afirmando que regiões consideradas inseguras tendem a afastar empresas. Ele citou ainda as operações Escudo e Verão, conduzidas pela Polícia Militar na Baixada Santista, que resultaram em ao menos 84 mortes, e afirmou que as ações eram necessárias para impedir que organizações criminosas controlassem áreas do litoral.
As declarações foram feitas em resposta a uma pergunta sobre como o Congresso Nacional tem tratado mudanças na legislação voltada ao crime organizado. Tarcísio defendeu que o Parlamento avance em medidas que “aumentem o custo do crime” e reforçou que o Estado não pode admitir a imposição de regras por grupos criminosos em seu território.