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Eleições 2020
Gestão de prefeitos na pandemia não foi determinante para resultado da eleição, avalia Tomba
Parlamentar fez um balanço do pleito deste ano e discordou de analistas que apontam que a pandemia da Covid-19 beneficiou os atuais detentores de mandato
Redação
20/11/2020 | 17:33

O deputado estadual Tomba Farias (PSDB) afirmou nesta sexta-feira 20 que a forma como os prefeitos lidaram com a pandemia do novo coronavírus não foi determinante para o resultado das eleições municipais de 2020 no Rio Grande do Norte.

Em entrevista ao Agora RN, o parlamentar fez um balanço do pleito deste ano e discordou de analistas que apontam que a pandemia da Covid-19 beneficiou os atuais detentores de mandato.

Segundo Tomba Farias, que tem reduto eleitoral na região Agreste do Estado, a gestão da pandemia não teve relação direta com o desempenho dos candidatos nas urnas. A prova disso, ele afirma, é o fato de que a oposição venceu em alguns municípios importantes da sua região.

Antes da eleição, analistas políticos esperavam que, entre os prefeitos que tentaram reeleição, a maioria iria conseguir um novo mandato por causa da gestão da pandemia.

A avaliação era que os detentores de mandato teriam vantagem no pleito sobre os adversários por causa dos recursos enviados pelo Governo Federal para o combate à pandemia e pelo fato de que, excepcionalmente este ano, a publicidade institucional ficou permitida mesmo durante o período eleitoral – apenas para informar a população sobre serviços da prefeitura para enfrentar a Covid.

“Prefeitos perderam a reeleição sentados nos cargos”

Na avaliação de Tomba, contudo, essa projeção não se concretizou na prática. “Muitos prefeitos perderam a reeleição sentados nos cargos. Isso é importante para a gente avaliar e para entender que não foi como se pensava. Todo mundo dizia que a pandemia beneficiava quem estava na cadeira, e não foi”, ressalta o deputado.

Em pelo menos cinco cidades potiguares, aliados políticos de Tomba venceram a eleição mesmo estando na oposição. Foram os casos de Jaçanã (Uady, do PSDB), Tangará (Doutor Airton, do PDT), Lajes Pintadas (Luciano, do Republicanos), Arês (Bergson Iduino, do Republicanos) e Tibau do Sul (Valdenicio Costa, do DEM).

Tomba declara que ainda é cedo para avaliar o que foi determinante para o resultado da eleição. Mas esboça uma análise: “Com a pandemia, recursos vieram e as pessoas não tiveram tempo de fazer política e pedir voto”.

Taxa de reeleição

Apesar da análise de Tomba Farias, a maioria dos prefeitos que buscaram a reeleição em 2020 conquistou um novo mandato nas eleições deste ano.

Levantamento feito pelo jornal Tribuna do Norte aponta que 76 dos 115 prefeitos candidatos à reeleição venceram no último domingo 15. Com isso, a taxa de reeleição foi de cerca de 66% no Estado. Neste grupo, merecem destaque as reeleições de Álvaro Dias (Natal), Rosano Taveira (Parnamirim), Paulinho (São Gonçalo do Amarante), Júlio César Câmara (Ceará-Mirim) e Odon Júnior (Currais Novos).

É importante ressaltar que, além desses prefeitos reeleitos, houve casos de prefeitos que, impossibilitados de buscar um 3º mandato, apoiaram aliados que acabaram vencendo o pleito, como em Monte Alegre (prefeito Severino Rodrigues apoiou o eleito André Rodrigues) e em São José de Mipibu (prefeito Arlindo Dantas apoiou o eleito Zé Figueiredo).

É bem verdade que, em outras várias cidades, opositores derrotaram o grupo situacionista. Neste grupo, ganham destaque as vitórias de Allyson Bezerra sobre Rosalba Ciarlini (Mossoró), Dr. Tadeu sobre Batata (Caicó), Marianna Almeida sobre Leonardo Rêgo (Pau dos Ferros) e Felipe Menezes sobre Marcão (Lajes).

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