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Artigo
General Girão: Educação, segurança social comprometida
General Girão
27/02/2020 | 00:50

Há 186 anos, mais especificamente em 3 de fevereiro de 1834, assinava-se o termo de abertura do livro de matrícula do colégio Atheneu Norte-Riograndense. Por mais de um século e meio, esse tradicional e lendário estabelecimento de ensino foi um exemplo de escola pública, com reconhecido prestígio, que ultrapassava as fronteiras do nosso Rio Grande do Norte.

Ao longo desses anos, por suas salas e corredores transitaram inúmeras gerações, rapazes e moças de todas as classes sociais, que muito honraram a intelectualidade do nosso estado. A instituição formou um presidente da República e profissionais de diversas áreas, entre ministros, governadores, prefeitos, deputados e reitores.

É lamentável, contudo, constatar que nos dias atuais a realidade é outra, não apenas no Atheneu, mas em muitas escolas públicas do Rio Grande do Norte. O ambiente escolar na rede pública de ensino tornou-se inaceitável, com níveis de aprendizado pífios.

Na última avaliação do Ideb, o Estado obteve o terceiro pior índice de desenvolvimento do ensino médio no Brasil. O quadro atual apresenta escolas sucateadas e sem manutenção, insuficiência de professores, alta evasão escolar e elevado índice de analfabetos funcionais.

No âmbito nacional, os treze anos dos governos de esquerda deixaram um rastro de destruição na educação brasileira. O período foi uma soma de desgraças, embasado no “método Paulo Freire”, cujo pensamento pedagógico levou à doutrinação ideológica, política e partidária, na contramão do que praticam os mais avançados países do mundo, ensinando os alunos a pesquisar e a pensar segundo seus princípios e valores.

O Pentágono da Segurança que defendo inclui a segurança social como fundamental para o desenvolvimento socioeconômico sustentável do nosso Rio Grande do Norte. Saúde, assistência social, emprego e renda e, principalmente, educação constituem o alicerce sobre o qual a sociedade irá crescer.

Mas a educação nunca esteve tão corrompida, destruída por um patrulhamento que pode ser comparado ao que se viu na União Soviética durante o período de Leonid Brejnev, último ditador soviético. O resultado não poderia ser outro: o Brasil levará décadas para ter de volta uma educação de qualidade compatível com a sua grandeza.

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