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Artigo
General Girão: As obras da “catedral” de Oiticica
General Girão
03/03/2020 | 00:50

Considerada por todos uma “obra de igreja”, pela velocidade com que as coisas acontecem, a Barragem de Oiticica é uma daquelas que se arrastam ao longo dos anos, uma verdadeira catedral. Tendo seu projeto iniciado em 2006, ao longo do período, até os dias atuais, nos acostumamos a ouvir dos governos estaduais a previsão de entrega, sempre estabelecendo a entrega para 31 dezembro, data em que muitos estão de férias e sem a preocupação de checar se as promessas foram cumpridas.

Considerada a solução estratégica para o abastecimento de água do Seridó, do Vale do Açu e da Região Central do RN, é a obra de maior impacto para a segurança hídrica do Rio Grande do Norte, com reflexos para todo o semiárido nordestino, uma vez que atende diretamente a cerca de 350 mil pessoas, distribuídas em 43 municípios do Estado. Oiticica proporcionará emprego, renda e melhores condições de vida, pois onde há água há vida.

A obra foi orçada inicialmente em R$ 298 milhões, mas os valores atuais já ultrapassam os R$ 550 milhões (quase o dobro). A cada audiência pública surgem novas planilhas, novas poligonais e novos custos. Qual será o mistério? Porque a demora? O que houve com as obras da Nova Barra de Santana, que não resistiram às primeiras chuvas que, por sinal, são muito raras na região? Com qual empresa será concluída a construção dessa nova cidade?

A palavra chave é “gestão”, com destaque para o acompanhamento e fiscalização, bem como pela permanente comparação entre o físico e o financeiro. Pois é, simples assim. Dentro do que foi definido no nosso gabinete como o Pentágono da Segurança, que destaca temas como segurança pública, segurança social, segurança jurídica, segurança de infraestrutura, uma delas ocupa um destaque todo especial: a segurança hídrica e alimentar. Por isso, determinei ao nosso gabinete um esforço concentrado no sentido de acompanhar e fiscalizar, tornando transparente e pública a gestão da obra do século para o Rio Grande do Norte.

No mesmo sentido, esperamos ainda que os órgãos de controle façam valer seus papéis institucionais, investigando os motivos dos atrasos e das responsabilidades de gestão, desde o início das obras, para que o dinheiro público seja respeitado e, finalmente Oiticica não se transforme num pesadelo.

Oiticica, aqui vamos nós.

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